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Preparação para o Enem: é melhor chutar ou deixar questões em branco? Entenda

Candidatos que se prepararam para o exame podem enfrentar dificuldades enquanto respondem às questões; especialistas dão dicas do que fazer nesses casos

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  • Enem 2026 será aplicado em novembro e exige conhecimentos e habilidades de interpretação e raciocínio.
  • Deixar questões em branco não contribui para a pontuação, mas a TRI analisa a coerência das respostas.
  • Eliminar alternativas incorretas aumenta as chances de acerto, mesmo sem certeza sobre a resposta.
  • Recomenda-se resolver primeiro as questões mais fáceis e reservar tempo final para preencher o cartão-resposta.
  • Interpretação de textos e gráficos é essencial, e pausas podem ajudar a recuperar a concentração durante a prova.
Preparação para o Enem: é melhor chutar ou deixar questões em branco? | Foto: Magnific
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O Enem 2026, que será aplicado nos dias 8 e 15 de novembro, exige dos candidatos conhecimentos em diferentes áreas e habilidades de interpretação, raciocínio e gestão do tempo. Mesmo após meses de preparação, é possível encontrar questões difíceis ou cujo conteúdo o estudante não domina completamente. Diante dessas situações, surge uma dúvida comum: é melhor chutar uma resposta ou deixar a questão em branco?

Chutar ou deixar a questão em branco?

Segundo especialistas ouvidos pela CNN Brasil, deixar uma questão sem resposta significa abrir mão da possibilidade de acertá-la. Na correção do exame, baseada na Teoria de Resposta ao Item (TRI), uma questão em branco não contribui para a pontuação do candidato, assim como uma resposta errada.

A TRI considera não apenas a quantidade de acertos, mas também a coerência do conjunto de respostas do estudante. O objetivo é estimar a proficiência do candidato a partir do padrão de respostas e das características dos itens.

“É daí que vem aquela história de que o Enem identifica os chutes. Na verdade, a TRI não é nenhuma bola de cristal. Ela não sabe se você acertou porque dominava o conteúdo ou porque contou com a sorte. O que ela faz é analisar a consistência do conjunto das suas respostas”, explica um dos especialistas ouvidos.

A recomendação é tentar resolver a questão, eliminar as alternativas claramente incorretas e seguir para as próximas perguntas quando houver dificuldade. Se, depois de retornar ao enunciado, a dúvida persistir, escolher a alternativa mais provável é melhor do que deixar a questão sem resposta.

Eliminar alternativas aumenta as chances de acerto

Leonardo Monteiro, gerente sênior de ensino da Fundação Bradesco, também destaca a importância de manter a coerência no conjunto de respostas, considerando o funcionamento da TRI. Segundo ele, mesmo quando o candidato não tem certeza, a eliminação de alternativas pode aumentar as chances de acerto.

“Muitas vezes o aluno acha que não sabe nada da questão, mas consegue descartar duas opções absurdas, e aí a chance de acertar já sobe bastante”, avalia.

O educador também recomenda reservar os minutos finais da prova para preencher o cartão-resposta. “Agora, um conselho que parece bobo e não é: reserve os últimos 15 ou 20 minutos para preencher o cartão-resposta. Todo ano tem gente que sabia a matéria e saiu da sala com questões em branco porque o tempo acabou”, afirma.

Interpretação de texto exige atenção aos enunciados

Além do conhecimento das disciplinas, o Enem exige capacidade de interpretação de textos, gráficos e tabelas. Por isso, antes de responder, é importante ler o enunciado com atenção e identificar exatamente o que a questão pede. A educadora Vanessa Santos alerta que um erro comum é responder a uma pergunta diferente daquela apresentada no exame, mesmo quando o candidato domina o conteúdo.

“É preciso compreender o contexto e saber mobilizar esse conhecimento para resolver o problema apresentado. E aí mora uma armadilha: não adianta saber a resposta para uma pergunta que não foi feita”, explica. A orientação é começar pela leitura do comando da questão e, em seguida, buscar no texto-base as informações necessárias para chegar à resposta.

Questões testlet exigem atenção ao comando

O Enem também utiliza questões do tipo testlet, modelo em que um mesmo texto-base serve de referência para responder a diferentes perguntas. Esse formato estreou no exame em 2025 e permite que o candidato aproveite a leitura de um texto para resolver mais de uma questão.

Nesse caso, a recomendação é ler primeiro o comando de cada pergunta para identificar o que precisa ser respondido. Depois, o estudante deve retornar ao texto-base e selecionar as informações relevantes para cada questão.

Hábito de leitura ajuda na preparação para o Enem

A preparação para o exame também deve incluir atividades que fortaleçam a interpretação, como a leitura de jornais, reportagens e obras literárias.

Segundo Leonardo Monteiro, o Enem foi desenvolvido para avaliar a capacidade de aplicar os conhecimentos adquiridos em situações concretas. Por isso, muitas questões apresentam textos, gráficos, charges ou tirinhas que precisam ser interpretados antes da resolução.

“Para quem não tem o hábito de ler, isso cansa e consome tempo, principalmente no segundo dia, quando a cabeça já está pesada”, afirma. Manter uma rotina de leitura pode ajudar o estudante a compreender os enunciados com mais agilidade e administrar melhor o tempo durante a prova.

Resolver primeiro as questões mais fáceis

Outra estratégia recomendada pelos especialistas é começar pelas perguntas consideradas mais fáceis e deixar as mais difíceis para uma segunda etapa. A dificuldade de uma questão pode variar conforme os conhecimentos e as habilidades de cada candidato, embora o parâmetro estatístico de dificuldade do item seja o mesmo para todos.

“Minha recomendação é fazer a prova em duas partes: na primeira, resolver tudo o que é tranquilo e marcar as questões que pareceram difíceis; na segunda, voltar a elas com calma”, orienta a educadora Vanessa Santos. A estratégia ajuda a evitar que o estudante gaste tempo excessivo em uma única pergunta e deixe de responder outras que saberia resolver.

Pausas e controle do tempo podem ajudar

Durante a prova, fazer uma pausa breve, ir ao banheiro, respirar e depois retomar as questões mais difíceis pode ajudar a recuperar a concentração. Segundo o educador, uma pergunta que parecia impossível no início pode se tornar mais simples depois que o candidato avança no exame.

A recomendação, porém, é marcar as questões que ficaram pendentes para não se esquecer de resolvê-las antes do fim da prova. Além disso, o estudante deve acompanhar o tempo disponível e reservar os últimos 15 a 20 minutos para preencher o cartão-resposta com atenção.

A principal orientação dos especialistas é combinar estratégia e organização: resolver primeiro as questões mais acessíveis, eliminar alternativas incorretas nas perguntas difíceis, retornar às questões pendentes e não deixar respostas em branco por falta de tempo.

(Com informações da CNN Brasil)

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