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Pesquisa Datafolha: 71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6x1

Resultado mostra que apoio cresceu em relação ao tema, já que, em uma sondagem de dezembro de 2024, 64% disseram ser a favor da redução da jornada de trabalho

Carteira de Trabalho | Foto: Agência Brasil
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Pesquisa do Datafolha divulgada no sábado (14) mostra que a maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos e tem apenas um dia de descanso.

Segundo o levantamento:

  • 71% defendem reduzir o número máximo de dias de trabalho semanais

  • 27% são contra a mudança

  • 3% não responderam

O apoio cresceu em relação a uma pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2024, quando 64% eram favoráveis e 33% contrários.

Como foi feita a pesquisa

O instituto entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios do país, entre os dias 3 e 5 de março.

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais

  • Nível de confiança: 95%

Proposta prevê escala 5x2

O debate sobre o fim da escala 6x1 envolve uma proposta de redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução de salário. Nesse modelo, a jornada passaria a ser:

  • 5 dias de trabalho

  • 2 dias de descanso

Mulheres são as que mais apoiam a mudança

A pesquisa também mostra diferença entre homens e mulheres:

  • 77% das mulheres apoiam a redução da jornada

  • 64% dos homens são favoráveis

Nesse recorte, a margem de erro é de três pontos percentuais.

Tema ganhou força no governo e no Congresso

A discussão tem sido tratada como prioridade pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que a redução da jornada pode beneficiar especialmente mulheres que acumulam trabalho profissional e tarefas domésticas.

Ministros como Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, e Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, também se manifestaram favoravelmente à mudança.

O tema já começou a ser debatido no Legislativo: a Câmara dos Deputados do Brasil realizou uma audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) na última terça-feira (10) para discutir propostas de alteração na jornada de trabalho.

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