
O Mounjaro, medicamento para diabetes da Eli Lilly, chegará ao mercado brasileiro em 7 de junho. Principal concorrente do Ozempic e do Wegovy, da Novo Nordisk, o remédio contém tirzepatida, uma molécula que age como agonista duplo dos hormônios GLP-1 e GIP.
Esses hormônios, produzidos no intestino e liberados após as refeições, estimulam a produção de insulina pelo pâncreas, auxiliando no controle do açúcar no sangue.
Qual o diferencial do Mounjaro e para quem é indicado?
A Anvisa aprovou o Mounjaro em setembro de 2023 para o tratamento do diabetes tipo 2 no Brasil. O medicamento deve ser utilizado em conjunto com mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável e prática de atividades físicas.
Em testes clínicos, o Mounjaro proporcionou controle da glicemia em 92% dos pacientes tratados com a dose de 15 mg. Eles atingiram níveis de hemoglobina glicada abaixo de 7%, conforme recomendado pelas diretrizes médicas para o controle adequado do diabetes.
Mounjaro leva à perda de peso superior ao Wegovy
Estudos recentes indicam que o Mounjaro promoveu uma perda de peso 47% maior que o Wegovy. A tirzepatida levou a uma redução de 20,2% do peso, comparada a 13,7% da semaglutida. Após 72 semanas, o Mounjaro superou a semaglutida em todos os desfechos principais do estudo.
Apesar da aprovação da Anvisa para o tratamento do diabetes tipo 2, o uso do Mounjaro contra a obesidade ainda não foi autorizado. A Eli Lilly já solicitou essa indicação, e o pedido está em análise.
Quanto o Mounjaro vai custar no Brasil?
Conforme a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que define o preço máximo ao consumidor (preço-teto autorizado para o comércio de um fármaco).
O valor do Mounjaro poderá variar a depender do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) em cada Estado, da dose e da quantidade de canetas para aplicação por embalagem. Por exemplo, em São Paulo, a dose máxima poderá custar R$ 3.791,07.
(Com informações da CNN Brasil)