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Vitória histórica da extrema direita no primeiro turno das eleições na França

Esse resultado representa um grande revés para Macron, que havia convocado eleições antecipadas após sua chapa ser derrotada pelo RN nas eleições para o Parlamento Europeu no mês anterior

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O partido Reunião Nacional (RN), liderado por Marine Le Pen, obteve 33% dos votos no primeiro turno das eleições parlamentares francesas. O resultado representa um revés para o presidente Emmanuel Macron, que convocou eleições antecipadas após a derrota do seu partido nas eleições para o Parlamento Europeu. Os líderes da esquerda e da aliança centrista de Macron estão se unindo para retirar candidatos em distritos onde o RN tem maior chance de vitória no segundo turno.
Vitória histórica da extrema direita no primeiro turno das eleições na França | Foto: Artur Widak/NurPhoto via Getty Images
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O partido de extrema-direita Reunião Nacional (RN), liderado por Marine Le Pen, obteve um avanço significativo no primeiro turno das eleições parlamentares na França. O RN e seus aliados conquistaram 33% dos votos, seguidos pelo bloco de esquerda com 28%, e pelos centristas do presidente Emmanuel Macron com apenas 20%, de acordo com resultados oficiais do Ministério do Interior divulgados na segunda-feira (1º).

REVÉS PARA MACRON: Esse resultado representa um grande revés para Macron, que havia convocado eleições antecipadas após sua chapa ser derrotada pelo RN nas eleições para o Parlamento Europeu no mês anterior. No entanto, a capacidade do RN de formar um governo dependerá do segundo turno e da habilidade dos outros partidos em se unirem contra Le Pen.

ESTRATÉGIAS DE ALIANÇAS: Líderes tanto da Nova Frente Popular de esquerda quanto da aliança centrista de Macron afirmaram que retirarão seus candidatos em distritos onde outro candidato esteja em melhor posição para derrotar o RN no segundo turno. O partido Republicanos (LR), que obteve menos de 7% dos votos, também foi pressionado a retirar seus candidatos em favor do RN onde isso fosse vantajoso.

IMPLICAÇÕES PARA A UNIÃO EUROPEIA: Um governo liderado pelo RN levantaria questões significativas sobre o futuro da União Europeia, dada a resistência do partido a uma maior integração. Economistas também expressaram dúvidas sobre a viabilidade dos planos de gastos do RN. A moeda euro teve uma leve alta devido ao alívio do mercado pelo fato de o RN não ter tido um desempenho ainda melhor.

PRÓXIMOS PASSOS: Todos os candidatos que passaram no primeiro turno têm até a noite de terça-feira para confirmar sua participação no segundo turno, que será decisivo para determinar a capacidade do RN de formar um governo.

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