- Trump afirma que execução de Nidal Hasan não será transmitida ao vivo após mudança de decisão.
- Proposta de transmissão pública da execução gerou críticas internacionais e domésticas.
- Execução está marcada para 3 de dezembro, após condenação por ataque em Fort Hood.
- ONU e autoridades pediram reconsideração da exibição pública da morte do condenado.
- Familiares das vítimas poderão acompanhar a execução presencialmente, segundo Trump.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (15) que a execução por fuzilamento do ex-major do Exército norte-americano Nidal Hasan não será transmitida ao vivo. A decisão representa um recuo após o governo anunciar a possibilidade de exibir publicamente a morte do condenado, em um caso que provocou críticas e repercussão internacional.
A transmissão havia sido anunciada pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth. A proposta seria a primeira execução pública no país em cerca de 90 anos e foi alvo de questionamentos de autoridades e organizações internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU), que pediu ao governo que reconsiderasse a medida.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump justificou a mudança afirmando que muitas pessoas poderiam preferir não assistir à execução. O presidente, no entanto, manteve a decisão de aplicar a pena de morte por fuzilamento.
“Ele morrerá, conforme previsto, por fuzilamento, mas esse evento não será transmitido ao vivo”, declarou Trump. O presidente também afirmou que familiares próximos das vítimas poderão acompanhar a execução presencialmente, caso desejem.
Execução está prevista para dezembro
A execução de Nidal Hasan foi marcada para 3 de dezembro. O ex-major foi condenado à morte por matar 13 pessoas e ferir dezenas em um ataque a tiros ocorrido em 2009, na base militar de Fort Hood, no Texas.
Foto: reprodução
O caso foi classificado como terrorismo e teve como vítimas integrantes das Forças Armadas norte-americanas. Desde então, Hasan permanece condenado à pena capital. Trump já havia defendido publicamente a execução do ex-militar e afirmado que o caso deveria servir de exemplo. A possibilidade de transmitir a morte ao vivo, porém, ampliou a controvérsia em torno da aplicação da pena.
Proposta provocou reação internacional
A ideia de transmitir a execução gerou críticas dentro e fora dos Estados Unidos. A ONU fez um apelo para que o governo norte-americano reconsiderasse a proposta, enquanto autoridades também manifestaram desconforto com a exibição pública da morte.
O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou que não assistiria à execução. Trump citou a reação de pessoas que prefeririam não acompanhar o procedimento ao justificar a decisão de cancelar a transmissão.
Apesar da mudança, o presidente manteve a previsão de que Hasan seja executado por um pelotão de fuzilamento em dezembro. A possibilidade de acompanhamento presencial por familiares das vítimas também foi mencionada por Trump em sua publicação.