O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta terça-feira (13) que manifestantes sigam protestando no Irã e afirmou que a ajuda norte-americana “está a caminho”, em meio à repressão violenta do regime liderado pelo aiatolá Ali Khamenei. O líder americano afirmou ainda que os responsáveis pela repressão violenta aos protestos “vão pagar um preço muito alto”.
A declaração foi feita durante um discurso em Detroit, no qual o líder norte-americano voltou a criticar o governo comandado pelo aiatolá Ali Khamenei.
“E, aliás, a todos os patriotas iranianos, continuem protestando, tomem as instituições se vocês puderem, e guardem os nomes dos assassinos e dos que estão maltratando vocês”, afirmou Trump. “Eles vão pagar um preço muito alto”, completou, ao acrescentar que “uma morte [de manifestante] já é demais”.
Mensagens diretas aos manifestantes
Foi a segunda vez no mesmo dia que Trump se dirigiu diretamente aos iranianos que participam das manifestações contra o regime. Mais cedo, o presidente já havia incentivado a continuidade dos protestos e sugerido uma possível intervenção dos Estados Unidos.
“Patriotas iranianos, continuem protestando. Derrubem suas instituições. (…) A ajuda está a caminho”, declarou.
A fala marcou a primeira mensagem direta do presidente norte-americano aos manifestantes desde o início da onda de protestos, que vem sendo reprimida de forma violenta pelas forças de segurança iranianas.
Questionado por uma repórter sobre o que quis dizer com a palavra “ajuda”, Trump evitou detalhar. “Você vai ter que adivinhar depois, me desculpe”, respondeu.
Durante o discurso, o presidente também adaptou seu slogan político e utilizou a expressão MIGA — “Make Iran Great Again” — em referência ao tradicional “Make America Great Again” (MAGA).
Escalada de tensões e ameaça militar
Trump afirmou ainda que avalia novos ataques diretos ao território iraniano como forma de represália, reacendendo a escalada de tensões entre os dois países. Segundo ele, um relatório com possíveis opções militares será apresentado ainda nesta terça-feira por sua equipe.
Ao ser questionado se os Estados Unidos irão, de fato, atacar o Irã, o presidente respondeu de forma evasiva: “Vocês terão que descobrir”.
De acordo com uma fonte do governo iraniano ouvida pela agência Reuters, cerca de 2.000 pessoas já morreram desde o início dos protestos. O país está praticamente isolado do mundo após o regime de Khamenei cortar o acesso à internet. Moradores relataram que forças de segurança estariam atirando diretamente contra manifestantes.
As manifestações começaram com queixas sobre a crise econômica, mas evoluíram para pedidos pela queda da República Islâmica, sistema político instaurado em 1979 e governado pelo regime dos aiatolás.