O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (5) que há possibilidade de um acordo de cessar-fogo com o Irã até a próxima segunda-feira, em meio à escalada de tensões entre os dois países. Em entrevista à emissora Fox News, ele também ameaçou confiscar o petróleo iraniano caso as negociações não avancem.
Segundo Trump, as conversas diplomáticas seguem em curso e contam com a participação de negociadores iranianos que teriam recebido uma anistia limitada para integrar as tratativas.
O presidente indicou otimismo quanto a um desfecho rápido para o conflito. “Há uma chance de chegarmos a um acordo em breve”, afirmou durante a entrevista.
Ameaça econômica
Apesar do tom de negociação, Trump endureceu o discurso ao mencionar possíveis medidas caso não haja acordo. Ele declarou que os Estados Unidos podem adotar ações diretas sobre recursos estratégicos do Irã.
Entre elas, citou a possibilidade de tomar o controle do petróleo iraniano, ampliando a pressão econômica sobre Teerã em caso de impasse.
Recusa do Irã
Na sexta-feira (3), o Irã já havia rejeitado uma proposta de cessar-fogo de 48 horas apresentada pelos Estados Unidos, segundo a agência semioficial Fars.
De acordo com uma fonte ouvida pela agência, a resposta iraniana não foi formalizada por escrito. “A resposta do Irã a essa proposta não foi dada por escrito, mas sim no campo de batalha, com a continuidade dos ataques pesados”, afirmou.
Escalada militar
O impasse ocorre em meio a confrontos diretos entre os dois países. O Irã afirmou ter abatido um caça americano do modelo F-35, considerado um dos mais modernos do mundo.
Segundo informações divulgadas por agências estatais iranianas, a aeronave foi destruída durante voo sobre o território do país. Já veículos da imprensa internacional apontam que ao menos um piloto conseguiu se ejetar e foi resgatado.
Cenário de tensão
Além das negociações, Trump afirmou que os Estados Unidos chegaram a enviar armamentos para opositores do regime iraniano no início do ano, por meio de grupos curdos, mas indicou que o material não teria chegado ao destino final.
O episódio reforça o cenário de tensão crescente entre Washington e Teerã, enquanto os dois países mantêm negociações paralelas a ações militares, sem definição clara sobre um acordo até o momento.