- Trump ameaça retaliação contra Irã após ataque com mísseis a base americana no Oriente Médio.
- Iraã acusa EUA de bombardeio contra sua cidade e nega registro de feridos.
- Estados Unidos e Arábia Saudita atacam grupo aliado ao Irã no Iraque, deixando 20 mortos.
- Pentágono relata queda no estoque de mísseis interceptadores, aumentando preocupação com defesa.
- Ataque iraniano em julho mata três militares americanos e revela falha no sistema de defesa.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu uma retaliação contra o Irã após um ataque com mísseis contra uma base americana no Oriente Médio. Segundo o governo dos EUA, os projéteis lançados contra a instalação militar na Jordânia foram interceptados.
Em entrevista à emissora Fox News nesta quarta-feira (29), Trump afirmou que os Estados Unidos responderão com força ao que chamou de um “ataque surpresa” iraniano.
"Vamos dar uma boa surra neles. Vamos atacá-los com força, eles vão apanhar”, declarou o presidente americano.
A declaração ocorreu no mesmo dia em que o Irã acusou os Estados Unidos de realizar um bombardeio contra seu território. A TV estatal iraniana afirmou que a cidade de Piranshahr, no noroeste do país, foi atingida, mas não informou registro de feridos. Até a última atualização, Washington não havia confirmado a ação.
Escalada de tensão
A acusação iraniana acontece um dia após a Guarda Revolucionária do Irã lançar um ataque contra bases dos Estados Unidos na Jordânia, rompendo uma pausa de alguns dias nos confrontos no Oriente Médio.
Segundo o Exército americano, todos os mísseis disparados foram interceptados pelos sistemas de defesa. O episódio reacendeu o temor de uma nova escalada militar entre os dois países.
Além da ameaça de Trump, os Estados Unidos realizaram, em conjunto com a Arábia Saudita, bombardeios no Iraque contra integrantes da Autoridade de Mobilização Popular, grupo aliado ao regime iraniano. A ofensiva deixou pelo menos 20 mortos e mais de 30 feridos.
O governo do Iraque convocou uma reunião de emergência do gabinete de segurança após os ataques. Teerã condenou a operação e classificou a ação como uma agressão.
Sobre os bombardeios contra o grupo aliado do Irã no Iraque, Trump afirmou que a operação foi realizada em coordenação com o governo iraquiano.
Preocupação com estoque de defesa dos EUA
O novo episódio acontece após uma breve pausa no conflito entre Estados Unidos e Irã, que haviam trocado ataques diários durante quase duas semanas em julho.
Segundo o jornal New York Times, a interrupção teria ocorrido após o governo americano avaliar uma redução no estoque de mísseis interceptadores do sistema Patriot, usado para derrubar projéteis balísticos.
O Pentágono teria identificado uma queda no número disponível desses equipamentos e de outros sistemas de defesa aérea, aumentando a preocupação sobre a capacidade americana de responder a novos ataques.
Na segunda-feira (27), Trump negou que os Estados Unidos enfrentem falta de munição e afirmou que o país possui “muita munição, e de diferentes tipos”.
Conflito já deixou militares americanos mortos
No dia 18 de julho, um ataque iraniano contra uma base americana na Jordânia matou três militares dos Estados Unidos e deixou outros feridos.
Segundo informações do New York Times, o sistema de defesa antimísseis americano teria falhado durante a ofensiva, deixando os soldados vulneráveis.
O site americano Axios informou que o comandante Brad Cooper, responsável pelas operações militares dos EUA no Oriente Médio, recomendou uma pausa nos ataques contra o Irã para evitar uma redução ainda maior dos estoques defensivos.