- Trump descarta uso de armas nucleares contra Irã durante evento na Casa Branca.
- Estados Unidos e Irã retomam hostilidades no Oriente Médio após ataques no Estreito de Ormuz.
- Irã responde com operações contra bases norte-americanas na Jordânia, interrompendo cessar-fogo.
- Washington intensifica pressão econômica contra Irã com ameaça de punições a entidades que negociam com Teerã.
- Confrontos militares e tensões diplomáticas continuam sem progresso nas negociações.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou nesta segunda-feira (31) o uso de armas nucleares contra o Irã durante um evento na Casa Branca, em Washington. Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de uma ofensiva desse tipo, o republicano classificou a pergunta como “estúpida” e afirmou que o país iraniano está “completamente derrotado”.
Declaração
Ao ser questionado sobre a possibilidade de utilizar armas nucleares contra o Irã, Trump respondeu:
“Não há nenhuma razão para isso [uso de armas nucleares contra o Irã]. Que pergunta mais estúpida. Eles estão completamente derrotados.”
A declaração ocorreu um dia após Estados Unidos e Irã retomarem as hostilidades no Oriente Médio.
Novos ataques
No domingo (30), o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou ataques contra posições iranianas no Estreito de Ormuz. Segundo os militares norte-americanos, a ação teve como objetivo impedir a instalação de minas na principal rota marítima da região.
O Irã respondeu à ofensiva com operações contra bases militares dos Estados Unidos na Jordânia, interrompendo o cessar-fogo informal que estava em vigor desde o mês passado.
Negociações paralisadas
As negociações para um possível acordo entre os dois países permanecem paralisadas. Enquanto isso, Washington ampliou a pressão sobre Teerã também no campo econômico.
Na última semana, o governo norte-americano ameaçou punir países, empresas e indivíduos que mantenham negócios com o Irã, como forma de aumentar a pressão sobre a economia iraniana.
Apesar da declaração de Trump sobre as armas nucleares, os confrontos militares e a pressão econômica entre os dois países continuam.