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Tribunal condena Air France e Airbus por queda de avião que matou 228 passageiros

Justiça considerou empresas culpadas por homicídio culposo corporativo no acidente aéreo que matou 228 passageiros e tripulantes

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  • Airbus e Air France foram condenadas por homicídio culposo corporativo pela queda do avião em 2009.
  • As empresas terão de pagar multa máxima de 225 mil euros (R$ 1,3 milhão) cada.
  • O julgamento é o resultado de uma disputa judicial que já dura 17 anos e envolve familiares das vítimas.
  • Ministério Público mudou posicionamento em 2025 e passou a defender condenação das empresas.
Tribunal condena Air France e Airbus por queda de avião que matou 228 passageiros | Foto: MARINHA DO BRASIL/AE
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Um tribunal de apelações de Paris considerou, nesta quarta-feira (21), a Airbus e a Air France culpadas por homicídio culposo corporativo pela queda de um avião que fazia a rota entre o Rio de Janeiro e Paris, em 2009. O acidente deixou 228 passageiros e tripulantes mortos e é considerado o pior desastre aéreo da história da França.

Empresas terão de pagar multa milionária

As duas companhias foram condenadas ao pagamento da multa máxima de 225 mil euros cada, valor equivalente a cerca de R$ 1,3 milhão. O julgamento representa um novo capítulo em uma disputa judicial que já dura 17 anos e envolve familiares das vítimas — em sua maioria franceses, brasileiros e alemães.

Segundo advogados franceses, ainda há possibilidade de novos recursos à Suprema Corte da França.

Empresas haviam sido absolvidas em 2023

Em abril de 2023, Airbus e Air France haviam sido absolvidas em primeira instância, apesar de a Justiça reconhecer falhas e negligência das empresas. Na ocasião, os magistrados afirmaram que houve:

  • Imprudência;
  • Negligência;
  • Falhas operacionais.

Mesmo assim, os juízes entenderam que não era possível comprovar um vínculo causal “certo” entre os erros apontados e a queda da aeronave.

Ministério Público mudou posicionamento

Durante o novo julgamento, realizado no segundo semestre de 2025, o Ministério Público francês alterou seu posicionamento e passou a defender a condenação das empresas. Segundo os promotores, os erros cometidos pela Airbus e pela Air France foram:

“Claros” e “certamente contribuíram” para o acidente.

Promotores criticaram postura das companhias

De acordo com a imprensa francesa, os representantes do Ministério Público também criticaram a postura das empresas durante o processo judicial. Nas alegações finais, os promotores afirmaram:

“Nada foi oferecido, nem uma única palavra de consolo sincero. É uma defesa impenetrável.”

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