- Três filhos de Ali Khamenei participaram do funeral do líder supremo iraniano, morto em ataques dos EUA e Israel.
- Mojtaba Khamenei, sucessor de Ali, não compareceu ao funeral e permanece ausente da mídia.
- Multidão de fiéis compareceu ao funeral em Teerã, com cerimônias prolongadas em homenagem ao falecido.
- Amplas manifestações no funeral incluíram gritos contra Trump e pedidos de morte ao presidente dos EUA.
- Cartazes e pichações no local pediam a morte de Trump e do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
Três filhos de Ali Khamenei, líder supremo do Irã morto nos bombardeios realizados por EUA e Israel em fevereiro, compareceram neste domingo (5) ao funeral do pai e rezaram ao lado de seu caixão. Mojtaba, filho que o sucedeu como líder supremo, não compareceu e segue sem aparições públicas.
A TV estatal iraniana mostrou Meysam, Masoud e Mostafa Khamenei rezando junto dos caixões de Ali e de outros quatro membros da família que estavam dispostos no vasto pátio do Grande Mosalla Imam Khomeini, em Teerã, um amplo complexo religioso.
Imagens vindas do Irã neste domingo mostraram que, assim como no 1º dia, uma multidão de milhares de fiéis compareceu neste 2º dia de funeral público para realizar orações públicas em homenagem ao falecido líder supremo. Além dos filhos de Khamenei, outras autoridades iranianas de alto escalão também foram à cerimônia.
Mojtaba Khamenei ainda não fez aparição pública nem teve imagens suas divulgadas desde que se tornou o novo líder supremo do Irã, em março. A agência de notícias Reuters informou que ele ficou ferido e desfigurado nos bombardeios dos EUA e de Israel de 28 de fevereiro, que mataram seu pai e outros familiares e deram início à guerra no Oriente Médio.
Além de Mojtaba e dos três filhos que compareceram neste domingo ao funeral, Ali também tem duas filhas: Boshra e Hoda. Até a última atualização desta reportagem, ainda não havia informações sobre a presença delas.
Trump ameaçado de morte
As cerimônias neste domingo tiveram a primeira ameaça direta de morte contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Mohammad Rasouli, poeta que atuou como mestre de cerimônias antes das orações, puxou gritos de “Morte aos EUA!” e “Morte a Israel!”. Falando à multidão por alto-falantes durante o funeral, Rasouli perguntou, referindo-se a Trump: “Por que o homem mais bastardo do mundo ainda está vivo?”
A pergunta gerou aplausos da multidão, e novamente quando Rasouli disse que “o mundo já não é mais um bom lugar para” Trump.
Foram vistos também no Grande Mosalla cartazes e pichações que pediam a morte de Trump e também do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.