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Tarifaço de Donald Trump: veja mudanças e como ficam as cobranças para o Brasil

Na sexta-feira (20), a Suprema Corte derrubou a maior parte das tarifas do presidente americano. Em resposta, ele anunciou outro instrumento legal para impor novas taxas.

Donald Trump | Foto: Reprodução/Instagram/realdonaldtrump
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A Suprema Corte dos Estados Unidos anulou as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

A decisão invalida:

  • As tarifas recíprocas de 10%, anunciadas em abril do ano passado

  • A sobretaxa de 40% sobre diversos produtos brasileiros, comunicada em carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho de 2025

Nova tarifa global

Mesmo após a decisão judicial, Trump anunciou no sábado (21) uma nova tarifa global de 15%, com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a aplicação de taxas temporárias por até 150 dias sem aval imediato do Congresso.

As novas alíquotas entram em vigor à 00h01 de terça-feira (24), no horário de Washington, e atingem todos os países que mantêm relações comerciais com os EUA, com exceções para alguns itens, como minerais críticos, produtos agrícolas e componentes eletrônicos.

Como ficam os produtos brasileiros?

Na prática, segundo especialistas em comércio exterior, o cenário atual é o seguinte:

  • Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal já existente, acrescida da nova sobretaxa temporária de 15%.

  • No caso de aço e alumínio, as exportações brasileiras continuam sujeitas a alíquotas de 50%, que agora se somam aos 15%, mantendo o custo elevado.

A medida mantém a pressão sobre exportadores brasileiros, mesmo após a derrubada do tarifaço anterior.

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