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'Sobrevivente designado': Casa Branca cogitou nomear sucessor de Trump caso toda cúpula do governo morra

Governo avaliou protocolo de sucessão, mas descartou nomeação; suspeito atirador tentou invadir jantar de correspondentes

Presidente Donald Trump | Foto: Celal Gunes/Anadolu via Getty Images
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Antes do jantar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com correspondentes, a Casa Branca chegou a discutir a possibilidade de nomear um “sobrevivente designado”, figura prevista para assumir a presidência em caso de morte simultânea da cúpula do governo.

A informação foi confirmada nesta segunda-feira (27) pela porta-voz Karoline Leavitt. Segundo ela, a hipótese foi considerada, mas acabou descartada.

Essas conversas (sobre determinar um sobrevivente designado) de fato aconteceram. Mas havia vários membros do gabinete nas linhas de sucessão que não compareceram ao jantar por motivos pessoais, de modo que designar um sobrevivente não era necessário.

Trump momentos antes de ser retirado de jantar com correspondentes - Foto: Reprodução/Fox News

Reforço na segurança

Leavitt também informou que o governo vai discutir medidas para reforçar a segurança do presidente. A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, deve convocar uma reunião com autoridades do Departamento de Segurança Interna, do Serviço Secreto dos Estados Unidos e da equipe de operações da Casa Branca.

O objetivo, segundo a porta-voz, é “garantir a segurança e a proteção do presidente”.

O episódio ocorre após a tentativa de invasão do jantar anual de correspondentes da Casa Branca por Cole Tomas Allen, de 31 anos. De acordo com a Procuradoria-Geral de Washington, ele deve responder por pelo menos dois crimes, mas novas acusações podem ser incluídas.

O que é o sobrevivente designado

A figura do “sobrevivente designado” surgiu durante a Guerra Fria e prevê que um integrante do governo seja mantido em local seguro durante eventos que reúnem autoridades de alto escalão. Em caso de uma catástrofe ou ataque que mate essas lideranças, essa pessoa assume a presidência.

Linha de sucessão nos EUA

Nos Estados Unidos, a linha de sucessão presidencial inclui mais de uma dezena de autoridades. Em caso de morte ou impedimento do presidente, o vice-presidente assume o cargo, função que também acumula a presidência do Senado.

Na sequência, estão o presidente da Câmara dos Deputados e o presidente “pro tempore” do Senado. Depois, entram os secretários do Executivo, começando pelo secretário de Estado, seguido pelos titulares do Tesouro, da Defesa, o procurador-geral, o secretário do Interior, entre outros.

A identidade do “sobrevivente designado” passou a ser divulgada publicamente a partir da década de 1980. Desde então, o ocupante mais alto na linha sucessória escolhido para essa função foi o procurador-geral, que ocupa a sétima posição.

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