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Sobe para 57 o número de imigrantes mortos ao tentar chegar à Espanha

Milhares de pessoas cruzaram a fronteira entre o Marrocos e o enclave espanhol nesta semana, deixando mortos e levando a Espanha a reforçar a segurança

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  • Forças de segurança espanholas encontram 57 corpos nas águas de Ceuta após fluxo migratório intenso.
  • Mais de 49 mil migrantes chegam a Ceuta, incluindo famílias e crianças, em 24 horas.
  • 43 mortes são registradas durante a travessia, com corpos recuperados pelas autoridades.
  • Governo espanhol mobiliza exército e reforça segurança na fronteira com Marrocos.
  • Autoridades investigam redes criminosas e mudanças nas regras de devolução de migrantes.
Sobe para 57 o número de imigrantes mortos ao tentar chegar à Espanha | Foto: Reprodução/Instagram
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O número de corpos encontrados nas águas de Ceuta pelas forças de segurança da Espanha subiu para 57, informou o governo espanhol nesta sexta-feira (31).

As vítimas foram localizadas após milhares de migrantes atravessarem a fronteira entre o Marrocos e o enclave espanhol na quinta-feira (30), principalmente pelo mar. A situação levou o governo espanhol a mobilizar as Forças Armadas para reforçar a segurança na região.

Mais de 49 mil migrantes chegaram a Ceuta

Segundo o Ministério do Interior da Espanha, mais de 49 mil migrantes entraram em Ceuta nas últimas 24 horas. A maioria é formada por jovens marroquinos, mas também há famílias e crianças entre os recém-chegados. O fluxo migratório vinha aumentando ao longo da última semana, e os centros de acolhimento da cidade já operavam próximos do limite antes da nova onda de chegadas.

Mortes durante a travessia

Pelo menos 43 pessoas morreram durante a travessia, segundo a agência de notícias EFE. Os corpos foram recuperados pelas forças de segurança espanholas. A rota entre o norte da África e a Espanha é considerada uma das mais perigosas para migrantes. Organizações humanitárias registram centenas de mortes todos os anos em tentativas de travessia marítima.

Embora Ceuta esteja localizada no continente africano e a travessia não ocorra pelo Mar Mediterrâneo, parte dos migrantes chegou ao enclave nadando ao longo da costa.

Espanha reforça segurança na fronteira

O governo espanhol enviou unidades do Exército para apoiar a Guarda Civil e a polícia, que relataram dificuldades para lidar com o grande volume de pessoas na fronteira. O primeiro-ministro Pedro Sánchez anunciou visita a Ceuta nesta sexta-feira ao lado do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska.

O governo também informou que pretende ampliar a cooperação com o Marrocos para reforçar o controle da fronteira e acelerar os processos de retorno de migrantes quando houver respaldo legal.

Autoridades investigam causas da nova onda migratória

As autoridades espanholas ainda investigam o que motivou o aumento repentino no fluxo migratório. Segundo o governo, há indícios da atuação de redes criminosas de tráfico de pessoas, que teriam incentivado ou organizado parte das travessias após mudanças recentes na interpretação das regras para devolução imediata de migrantes interceptados no mar.

Até o momento, as autoridades afirmam que não há indícios de participação do governo marroquino.

Como ocorreu a travessia

Grande parte dos migrantes entrou em Ceuta nadando ao redor dos quebra-mares da praia de Tarajal, na fronteira entre Espanha e Marrocos. Outros cruzaram pelos espigões costeiros ou tentaram ultrapassar as cercas que separam os dois territórios.

Os migrantes que chegaram a Ceuta passarão por identificação e serão encaminhados para centros de acolhimento, enquanto as autoridades analisam individualmente cada situação. Quem solicitar proteção internacional terá o pedido avaliado pelas autoridades espanholas. Os demais poderão ser devolvidos ao Marrocos, conforme os acordos bilaterais e as decisões da Justiça espanhola.

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