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Resgate busca mais de 1,3 mil desaparecidos no Nepal e no Tibete; mortos ultrapassam 270

Desastre atingiu vilarejos, estradas e prédios após uma avalanche de gelo e rochas provocar uma enxurrada; mais de 700 estrangeiros estão entre os desaparecidos.

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  • 273 pessoas morreram em enchentes e deslizamentos na fronteira entre Nepal e Tibete, com mais de 1.300 desaparecidas.
  • Desastre ocorreu após colapso de geleira, que provocou enxurrada de lama e detritos em áreas de Nepal e Tibete.
  • Equipes de resgate enfrentam dificuldades devido a lama e escombros, com sobrevoos militares e evacuações em andamento.
  • Chuvas de monção aumentam risco de nova inundação, enquanto estrangeiros estão entre os desaparecidos.
  • Estados Unidos e China anunciaram apoio para resgate, com US$ 500 mil em ajuda e prioridade para localizar vítimas.
Resgate busca mais de 1,3 mil desaparecidos no Nepal e no Tibete | Foto: Reprodução/X
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O número de mortos nas enchentes e deslizamentos na fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, subiu para 273 nesta quinta-feira (27). Mais de 1.300 pessoas estão desaparecidas, segundo autoridades dos dois países. As equipes de resgate continuam as buscas em áreas cobertas por lama e escombros.

Do total de mortos, 270 foram registrados no Nepal e três no Tibete. O desastre ocorreu na quarta-feira (26), depois que uma avalanche de gelo e rochas atingiu um rio, provocando uma grande enxurrada de água, lama e destroços.

No Nepal, a enchente atingiu áreas próximas aos rios Trishuli e Bhote Koshi. A região de Gyirong, no Tibete, também foi afetada. Casas, estradas, pontes e instalações de energia foram danificadas ou destruídas. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o desastre foi provocado pelo colapso de uma geleira, e não por um terremoto. A queda de gelo e rochas atingiu o rio e desencadeou o fluxo de água e detritos.

Mais de 1.300 estão desaparecidos

No Nepal, 823 pessoas continuam desaparecidas, sendo 517 estrangeiros. Entre eles estão 178 indianos, 65 americanos, 53 ucranianos, 51 malaios, 35 australianos, 33 britânicos e 25 canadenses. No Tibete, outras 558 pessoas estão desaparecidas, incluindo 260 estrangeiros, segundo a imprensa estatal chinesa.

As equipes de resgate enfrentam dificuldades para chegar às áreas atingidas. Lama e escombros bloqueiam o acesso a vilarejos e comunidades isoladas. O Exército nepalês realizou sobrevoos na região e resgatou dezenas de pessoas. Moradores de áreas próximas aos rios também receberam ordens para deixar suas casas.

Há risco de nova inundação

Especialistas alertam para a possibilidade de uma nova inundação. Um bloqueio formado por detritos permanece em uma área mais alta do rio, na fronteira entre Nepal e China.

Segundo Qianggong Zhang, diretor de riscos climáticos e ambientais do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD), as autoridades alertam para o risco de uma segunda inundação devido ao bloqueio existente no trecho superior do rio.

Estrangeiros estão entre desaparecidos

A presença de centenas de estrangeiros entre os desaparecidos aumentou a preocupação das autoridades. Muitos estavam na região como turistas ou participavam de peregrinações. O Departamento de Turismo do Nepal informou que 517 estrangeiros estão entre os desaparecidos no país. A Índia é o país com o maior número de cidadãos desaparecidos.

Os Estados Unidos anunciaram uma ajuda de US$ 500 mil, cerca de R$ 2,5 milhões, para as operações de emergência. O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que a prioridade é localizar e resgatar as pessoas desaparecidas.

As chuvas de monção, que ocorrem entre junho e setembro, provocam inundações e deslizamentos em diferentes partes do sul da Ásia. Cientistas afirmam que o aquecimento global pode aumentar a frequência e a intensidade de eventos climáticos extremos na região.

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