- Passageiro agredido e imobilizado em voo da American Airlines após ofensas racistas e homofóbicas.
- Arthur Layne demitido por imobiliária do Arizona por acusações criminais após incidente aéreo.
- Homem foi preso após agressão física e destruição de equipamento em voo da American Airlines.
- Companhia aérea desviou voo e confirmou que segurança dos passageiros é prioridade máxima.
- FBI investiga caso para determinar se haverá acusações federais contra Arthur Layne.
Um passageiro que foi imobilizado com fita adesiva e abraçadeiras de plástico após agressão e ofensas racistas e homofóbicas em um voo da American Airlines, nos Estados Unidos, foi demitido de uma imobiliária do Arizona devido a "acusações criminais preocupantes".
Arthur Layne Lundeen, de 67 anos, foi dispensado do cargo de corretor de imóveis na Long Realty, empresa sediada em Tucson, após ser identificado como o homem que teria causado a confusão durante o voo 618 da American Airlines, na noite de quinta-feira (3/9).
A empresa se manifestou sobre o caso em uma publicação no Facebook, no domingo, e confirmou o encerramento do vínculo profissional com o corretor.
"A Long Realty está ciente dos relatos sobre acusações criminais apresentadas contra um ex-corretor de imóveis associado, decorrentes de um incidente que teria ocorrido durante um voo comercial", declarou a Long Realty.
A imobiliária afirmou que tomou a decisão logo após tomar conhecimento do episódio e reforçou que Arthur Layne não representa mais a empresa.
"Ao tomar conhecimento do incidente, a Long Realty encerrou prontamente sua relação com o indivíduo. O indivíduo não está mais associado à Long Realty nem autorizado a representá-la, sob qualquer forma", acrescentou a empresa.
No comunicado, a Long Realty também afirmou esperar que seus profissionais mantenham os valores defendidos pela companhia e lamentou os impactos causados pelo episódio.
"Esperamos que aqueles associados à nossa empresa mantenham esses valores, e não toleramos condutas que fiquem tão claramente aquém dessas expectativas. Nossos pensamentos estão com os passageiros, tripulantes e outras pessoas afetadas por este incidente", finalizou o comunicado.
confusão durante o voo
Arthur Layne responderá na Justiça por agressão de segundo grau e conduta desordeira. Ele viajava de Dallas, no Texas, para Newark, em Nova Jersey, quando, por volta das 22h15, começou a proferir palavras agressivas contra o passageiro que estava sentado ao seu lado.
Um comissário de bordo negro e outros passageiros intervieram para tentar contê-lo, segundo reportagem do "NY Post".
Durante a intervenção, o passageiro teria ofendido o comissário com um termo racista e também proferido insultos homofóbicos, de acordo com o site "TMZ".
A situação evoluiu para um confronto físico. Arthur Layne teria golpeado o passageiro ao seu lado e destruído o computador dele. Uma passageira tentou ajudar o homem que estava ao lado do agressor, mas acabou sendo empurrada.
Diante da confusão, três outros passageiros homens intervieram e conseguiram conter Arthur Layne usando fita adesiva e abraçadeiras de plástico.
Juan Mejia, ex-policial que estava sentado duas fileiras à frente, relatou à emissora ABC News que o homem também teria feito comentários ofensivos contra funcionários da companhia e outros passageiros.
"comentários agressivos e depreciativos contra os funcionários da companhia e contra outros viajantes, usando insultos racistas e termos muito vulgares contra as mulheres".
Voo foi desviado
Arthur Layne foi detido pela polícia assim que o avião pousou em Baltimore.
A American Airlines informou que o voo precisou ser desviado para a cidade "devido a um passageiro que causava transtornos". Após o pouso, as autoridades assumiram a ocorrência e auxiliaram no desembarque do homem antes que a aeronave seguisse viagem.
"A segurança e o bem-estar de nossos clientes e membros da equipe são nossa prioridade máxima, e não toleramos violência", completou a companhia.
O FBI, polícia federal dos Estados Unidos, confirmou que Arthur Layne foi preso pela Polícia de Transportes de Maryland. O corretor de imóveis, agora desempregado, foi acusado em nível estadual de agressão de segundo grau e conduta desordeira, segundo registros judiciais.
As autoridades ainda avaliam se o caso poderá resultar em acusações federais.
"O FBI está realizando entrevistas para apurar os fatos e consultará a Procuradoria dos EUA para o Distrito de Maryland a fim de determinar se serão apresentadas acusações federais", informou o órgão.