- O Papa Leão apela por acolhimento de imigrantes nos EUA durante celebrações dos 250 anos da independência do país.
- Durante visita a Lampedusa, o papa destaca necessidade de proteger migrantes em risco de travessias no Mediterrâneo.
- O líder da Igreja Católica defende que acolher imigrantes é reconhecer a dignidade de cada pessoa em situação de vulnerabilidade.
- O papa incentiva sociedade mais solidária diante do aumento dos fluxos migratórios em diferentes regiões do mundo.
- Leão já criticou políticas migratórias de Trump, classificando medidas de restrição à imigração como desumanas.
O Papa Leão fez neste sábado (4) um apelo para que os Estados Unidos acolham e protejam os imigrantes, durante uma mensagem enviada por ocasião das celebrações dos 250 anos da independência do país. A manifestação ocorreu enquanto o pontífice realizava uma visita à ilha de Lampedusa, na Itália, um dos principais destinos de migrantes que atravessam o Mar Mediterrâneo em busca de refúgio na Europa.
Em sua mensagem, o líder da Igreja Católica destacou que o compromisso com a defesa da vida também passa pelo acolhimento de pessoas que deixam seus países devido a conflitos, perseguições e dificuldades econômicas.
Apelo por acolhimento
Durante a visita a Lampedusa, o papa também voltou a chamar atenção para a situação enfrentada por milhares de migrantes que chegam à ilha italiana após travessias consideradas de alto risco pelo Mediterrâneo.
Segundo o pontífice, é necessário que a comunidade internacional e os governos ampliem os esforços para oferecer assistência humanitária às pessoas que fogem da guerra, da pobreza e da violência.
Leão também incentivou a construção de uma sociedade mais solidária e humana diante do aumento dos fluxos migratórios em diferentes regiões do mundo.
Mensagem aos Estados Unidos
Na carta enviada aos norte-americanos, o papa afirmou que a tradição cristã de defesa da vida inclui o compromisso de acolher e proteger pessoas em situação de vulnerabilidade.
"Receber (os imigrantes) com compaixão e generosidade não é apenas um ato de caridade, mas também um reconhecimento da dignidade que pertence a cada pessoa", afirmou.
Antes de assumir o pontificado, Leão já havia criticado políticas migratórias adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificando medidas de restrição à imigração como desumanas.