- A França registra excedente de mil mortes em três dias devido a onda de calor extremo na Europa.
- Ministério da Saúde divulga dados preliminares de mortes, que podem ser ainda maiores.
- Recordes de calor foram quebrados, com 44,3ºC em Pissos, o dia mais quente desde 1947.
- 85% das mortes são de idosos, com aumento de 40% em residências e casas de repouso.
- Números baseiam-se em atestados eletrônicos, representando cerca de 60% da mortalidade nacional.
A França registrou um excedente de cerca de mil mortes em apenas três dias devido à onda de calor extrema que atinge a Europa. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde do país neste domingo (28/6). Os dados, coletados desde a quarta-feira (24/6), ainda não são definitivos, e o número de vítimas pode ser ainda maior.
“Vários recordes mensais e históricos foram quebrados. Terça-feira, 23 de junho, foi o dia mais quente já registrado no país, superando o recorde estabelecido em 2003”, informou a pasta.
O serviço meteorológico francês registrou 44,3ºC em Pissos. Esse foi o dia mais quente do país desde o início das medições, em 1947.
O ministério informou que foram registradas mais de 1,2 mil mortes por todas as causas em 24 de junho, mais de 1,4 mil em 25 de junho e outras mais de 1,4 mil em 26 de junho. Em abril e maio, a média diária era de cerca de 900 a mil mortes.
Ainda conforme o ministério, 85% das mortes foram de pessoas com 65 anos ou mais. Os óbitos aumentaram em hospitais, casas de repouso e residências. Em particular, as mortes em casa dispararam 40%.
A pasta destacou ainda que os números se baseiam apenas em atestados de óbito eletrônicos e, portanto, não são conclusivos, representando normalmente cerca de 60% da mortalidade nacional.