- Manifestações contra custo de vida e precariedade dos serviços públicos terminaram em confrontos em várias cidades da França neste sábado.
- Policiais de choque e uso de gás lacrimogêneo foram registrados em Paris, Lyon e Toulouse durante as manifestações.
- Protestos envolveram estudantes, sindicatos e movimento dos Coletes Amarelos, com foco em alta dos preços e inflação.
- Manifestações inspiraram ações em Alemanha e Itália, com participação menor do que nos sábados anteriores.
- Ministério do Interior informou que 320 mil pessoas participaram das manifestações, com 70 mil em Paris.
Protestos contra o alto custo de vida e a precariedade dos serviços públicos terminaram em confrontos neste sábado (31) em diversas cidades da França.
Em Paris, a polícia de choque avançou para dispersar pequenos grupos de manifestantes. Também houve uso de gás lacrimogêneo em Lyon, terceira maior cidade do país, e em Toulouse, no sudoeste francês.
As manifestações ocorreram em meio a um esquema reforçado de segurança, duas semanas depois de uma onda de distúrbios e saques que deixou lojas, prédios públicos e empresas destruídos em diferentes partes do país.
Segundo a agência Reuters, os atos deste sábado reuniram estudantes, sindicatos e integrantes do movimento dos Coletes Amarelos.
Embora tenham começado de forma pacífica durante a tarde, as manifestações terminaram em confrontos com a polícia em Paris e outras cidades francesas.
Os grupos protestam contra a alta dos preços dos combustíveis, a inflação e as dificuldades enfrentadas pelas famílias para pagar as contas.
Em Marselha, também houve tensão no fim de manifestações que não tinham sido autorizadas pelas autoridades.
Os protestos na França inspiraram manifestações lideradas por jovens da chamada Geração Z em outros países europeus. Neste sábado, também foram registrados atos em várias cidades da Alemanha e na Itália.
A participação, porém, foi menor do que nos dois sábados anteriores. Segundo o Ministério do Interior francês, 320 mil pessoas participaram das manifestações em todo o país, sendo 70 mil em Paris. Na semana anterior, foram 410 mil manifestantes. Em 17 de outubro, o número chegou a 550 mil.
O ministério afirmou que grupos considerados radicais tentaram se separar das marchas para provocar danos e saques em cidades como Bordeaux, Toulouse, Lyon e Marselha, mas foram contidos pelas forças de segurança.
As autoridades também disseram ter encontrado objetos que poderiam ser usados como armas durante fiscalizações em estações ferroviárias e rodovias.