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Na ONU, presidente do Irã chama EUA e Israel de terroristas e cobra “justiça para a Palestina”

Pezeshkian rebateu críticas de Trump e afirmou que questões nucleares devem ser resolvidas por meio da diplomacia

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  • Presidente iraniano acusa EUA e Israel de terrorismo durante discurso na ONU.
  • Pezeshkian responde a Trump, afirmando que Irã não aceitará negociações sob ameaça.
  • Discurso inclui críticas ao ataque a civis e violação de leis internacionais por Israel.
  • Irã reforça que paz no Oriente Médio depende de solução para questão palestina.
  • Delegação dos EUA deixa plenário durante discurso de Pezeshkian.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, mostra uma imagem do ex-líder supremo do país Ali Khamenei, durante discurso na Assembleia Geral da ONU | Foto: Caitlin OCHS/ Reuters
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, acusou os Estados Unidos e Israel de terrorismo durante discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quarta-feira (23). A fala ocorreu um dia depois de Donald Trump ameaçar “aniquilar” o Irã caso não haja um acordo para encerrar o conflito.

Pezeshkian afirmou que mudou parte do discurso depois de ouvir a fala do presidente norte-americano na terça-feira (22). Em resposta às acusações de Trump contra o Irã, o líder iraniano disse que seu país é “vítima de terrorismo” e acusou Estados Unidos e Israel de atacar civis e violar leis internacionais.

“Eles (EUA e Israel) nos acusam de terrorismo, mas eles são os terroristas, alvejando civis e rompendo leis internacionais. Eles nos atingiram e nós reagimos, mas nós nunca alvejamos civis. Os EUA violaram leis internacionais. Israel alveja qualquer vizinho e comete assassinatos em Gaza, onde 85 mil civis foram brutalmente assassinados”, disse.

Durante a fala, Pezeshkian também afirmou que a paz no Oriente Médio não será possível sem uma solução para a questão palestina. “Nunca haverá paz no Oriente Médio sem justiça para a Palestina”, declarou. A Palestina foi apresentada pelo presidente iraniano como uma questão central para qualquer perspectiva de paz duradoura na região.

Pezeshkian responde a Trump

O presidente iraniano criticou diretamente as declarações feitas por Trump na véspera e afirmou que Teerã não aceitará negociar sob ameaça. Ao mesmo tempo, disse que o Irã continua aberto ao diálogo e à diplomacia para buscar uma saída para o conflito.

Pezeshkian também afirmou que as questões relacionadas ao programa nuclear iraniano não serão resolvidas por meio de uma guerra. "Questões nucleares não serão resolvidas no campo de batalha", disse. Segundo ele, uma solução para o impasse deve ocorrer pela via diplomática.

Delegação dos EUA deixa plenário

Durante o discurso de Pezeshkian, a delegação dos Estados Unidos deixou o plenário da Assembleia Geral. A saída ocorreu enquanto o presidente iraniano fazia críticas a Washington e a Israel.

Para reforçar seu discurso, Pezeshkian exibiu imagens de crianças mortas durante a guerra e também uma fotografia de Ali Khamenei, antigo líder supremo do Irã, morto no primeiro dia dos ataques dos Estados Unidos e de Israel, em 28 de fevereiro.

Irã diz não considerar vizinhos rivais

Pezeshkian também afirmou que Teerã não considera seus vizinhos do Golfo Pérsico como rivais. A declaração ocorre em meio às tensões regionais provocadas pela guerra e aos ataques relacionados ao conflito.

O presidente iraniano ainda criticou as ações militares envolvendo o Estreito de Ormuz e afirmou que a expansão da guerra não levará à segurança na região.

Negociações para encerrar a guerra

O discurso ocorreu um dia depois de representantes dos Estados Unidos e do Irã retomarem conversas sobre uma possível saída para o conflito. Na terça-feira (22), o enviado especial norte-americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, participaram de uma reunião à margem da Assembleia Geral.

Donald Trump afirmou posteriormente que o encontro foi “muito bom”. As conversas ocorreram em meio às tentativas de encontrar uma solução diplomática para a guerra, que continua entre os principais temas da Assembleia Geral deste ano. 

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