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Mulher de 28 anos é enforcada pelo regime iraniano após dar à luz na prisão

Asma Zarei tinha 28 anos e foi enforcada após ser condenada pelo assassinato do marido.

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  • Irã executa mulher grávida, dizem organizações de direitos humanos.
  • Mulher foi condenada pelo assassinato do marido e estava presa há três anos.
  • Asma Zarei teria pedido à mãe que cuidasse da criança após sua morte.
  • Organizações dizem que ao menos 48 mulheres foram executadas no Irã em 2025.
Guarda Revolucionária Iraniana | Foto: Morteza Nikoubazl/NurPhoto/picture alliance
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As autoridades do Irã executaram uma mulher de 28 anos que havia dado à luz enquanto estava presa, após ela ser condenada pelo assassinato do marido, segundo organizações de direitos humanos. De acordo com a Iran Human Rights, sediada na Noruega, e a organização Hengaw, Asma Zarei foi enforcada em 20 de maio na cidade de Ardebil, no noroeste iraniano.

O caso não foi divulgado pela imprensa oficial iraniana.

Mulher estava grávida quando foi presa

Segundo a Iran Human Rights, Asma Zarei foi presa há cerca de três anos sob suspeita de matar o marido utilizando soníferos. A organização afirma que ela estava grávida no momento da prisão e deu à luz dentro da cadeia. O filho da iraniana teria atualmente dois anos.

Antes de ser executada, Asma teria pedido à própria mãe que criasse a criança após sua morte, informou a organização. Detalhes adicionais sobre as circunstâncias da morte do marido não foram divulgados.

Número de execuções de mulheres preocupa organizações

A Iran Human Rights e a Hengaw afirmam que Asma Zarei foi a sexta mulher executada no Irã neste ano. Um relatório divulgado pela Iran Human Rights apontou que ao menos 48 mulheres foram executadas no país em 2025, sendo que 21 delas haviam sido condenadas pelo assassinato de maridos ou noivos.

Organizações de direitos humanos alegam que muitas dessas mulheres eram vítimas de violência doméstica e, em alguns casos, haviam sido obrigadas a se casar com familiares ou parceiros abusivos.

Segundo as entidades, várias condenadas não conseguiram arrecadar o chamado “dinheiro de sangue”, mecanismo previsto no sistema judicial iraniano que pode evitar a execução mediante compensação financeira à família da vítima.

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