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Mortes após avalanche de lama passam de 1.000 no Nepal e Tibete

Equipes de resgate correm contra o tempo nos dois países afetados para localizar mais de 4 mil desaparecidos, incluindo centenas de trabalhadores de usina hidrelétrica que ficaram presos em túneis.

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  • Até 1º de abril, 987 mortos foram confirmados no Nepal após avalanche na fronteira com a China.
  • Acima de 4.462 pessoas continuam desaparecidas, incluindo 583 estrangeiros no Nepal e 261 na China.
  • Indianos são os mais afetados entre os estrangeiros, com 275 desaparecidos na Índia e 128 no Nepal.
  • Corpos de 17 vítimas foram recuperados na Índia, mas ainda não foram incluídos no balanço oficial.
  • Colapso de geleira na fronteira entre Nepal e China causou destruição em áreas habitadas e ainda não tem causa definida.
Avalanche de lama entre Nepal e Tibete | Foto: Reprodução/X
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A autoridade de gestão de desastres do Nepal informou nesta terça-feira (1º) que o número oficial de mortos após a avalanche na fronteira com a China subiu para 987. Somado ao balanço de 16 mortes confirmado no Tibete, o total de vítimas fatais nos dois países chega a 1.003.

A tragédia foi provocada pela passagem de uma onda de água gelada e detritos, que destruiu vilarejos inteiros na região.

Segundo as autoridades dos dois países, 4.462 pessoas continuam desaparecidas. Desse total, 3.916 estão no Nepal e 546 no Tibete. Entre os desaparecidos no Nepal estão 583 estrangeiros de mais de 30 nacionalidades. Na China, são 261 estrangeiros de 23 países.

Indianos estão entre os mais afetados

Os indianos representam uma das maiores parcelas entre os estrangeiros desaparecidos. Segundo Nova Délhi, 275 cidadãos indianos estão desaparecidos, além de outras 128 pessoas de origem indiana no Nepal. O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que 85 cidadãos americanos não foram localizados.

Também estão entre os desaparecidos 62 ucranianos, 51 malaios, 42 australianos e 33 britânicos, segundo os balanços divulgados por autoridades e representações diplomáticas.

Índia recupera 17 corpos

Na Índia, autoridades do estado de Uttar Pradesh informaram ter recuperado 17 corpos em rios que acreditam ser de vítimas da avalanche. Os corpos ainda estão sendo identificados e não foram incluídos no balanço oficial de mortos.

O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, afirmou que a avalanche ocorrida na semana passada no Himalaia “não foi um evento comum” e atribuiu a tragédia às mudanças climáticas. Ele também defendeu a adoção de medidas internacionais.

Colapso de geleira devastou áreas habitadas

A avalanche foi atribuída ao colapso de uma geleira na fronteira entre China e Nepal e provocou destruição em diversas áreas habitadas.

A causa exata do colapso ainda não está esclarecida. Cientistas, porém, apontam que o aumento das temperaturas globais acelera o derretimento das geleiras, o que pode elevar o risco de eventos desse tipo.

O Himalaia, maior cordilheira do mundo, vem registrando um processo de descongelamento mais rápido à medida que as temperaturas globais aumentam.

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