Um mergulhador das Maldivas morreu neste sábado (16) durante as operações de resgate dos corpos de quatro turistas italianos desaparecidos após um mergulho em cavernas submarinas no Atol de Vaavu. O caso aconteceu durante o terceiro dia de buscas na região. Um dos corpos do grupo já havia sido encontrado anteriormente.
O sargento-major Mohammed Mahdi integrava a equipe de oito mergulhadores mobilizados na operação. Segundo informações das autoridades locais, ele passou mal durante a missão de resgate e foi levado às pressas para um hospital, mas não resistiu.
Forças Armadas lamentaram a morte
Em publicação na rede X, as Forças Armadas das Maldivas prestaram homenagem ao militar:
Sua coragem, sacrifício e serviço à nação serão sempre lembrados.
A nota também manifestou solidariedade à família e aos colegas de Mahdi. O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou que a morte do militar tornou o episódio ainda mais doloroso.
Esta tragédia uniu a Itália e as Maldivas em nossa tristeza e respeito pelas vítimas, declarou.
Grupo fazia mergulho em sistema de cavernas
Entre as vítimas identificadas está uma pesquisadora e professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova. A filha dela, Giorgia Sommacal, também morreu no acidente. Neste sábado, foi confirmado ainda o resgate do corpo de Gianluca Benedetti.
Segundo o jornal italiano Corriere della Sera, o cilindro de oxigênio encontrado ao lado de Gianluca Benedetti estava completamente vazio.
A descoberta reforçou a hipótese de que os mergulhadores tenham ficado presos ou desorientados dentro do sistema de cavernas submarinas, sem conseguir encontrar a saída antes de o oxigênio acabar. Investigadores acreditam que os demais corpos possam estar em uma terceira caverna, a cerca de 60 metros de profundidade.
Uma integrante desistiu do mergulho e sobreviveu
Uma sexta integrante do grupo sobreviveu após desistir do mergulho pouco antes da atividade começar. Ela seria uma estudante da cidade de Gênova, cuja identidade não foi divulgada. O grupo viajava a bordo do iate Duke of York.
Pessoas que permaneceram na embarcação relataram que perceberam rapidamente que algo havia dado errado após os mergulhadores não retornarem à superfície.
Não os vimos emergir. Nenhum balão abriu. Foi aí que percebemos que algo estava errado, contou uma testemunha.
Segundo os relatos, os socorristas levaram aproximadamente duas horas e meia para chegar ao local devido à grande distância entre os atóis das Maldivas.