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María Corina anuncia retorno à Venezuela em meio a governo interino de Delcy Rodríguez

Líder da oposição venezuelana volta para consolidar transição democrática em meio a governo interino e alertas de processos

Líder da oposição venezuelana María Corina Machado | Foto: Reprodução/ Redes/x e Reuters
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A líder da oposição venezuelana María Corina Machado anunciou que retornará à Venezuela “em poucas semanas”, após cerca de 80 dias afastada do país. Em vídeo publicado nas suas redes sociais, a política afirmou que sua volta tem como objetivo fortalecer o processo de transição para uma democracia “ordenada, sustentável e irreversível”.

Machado deixou a Venezuela em dezembro de 2025 em uma operação secreta para receber o Nobel da Paz em Oslo, na Noruega. Desde então, tem permanecido fora do país, em parte nos Estados Unidos, onde mantém articulação política e diplomática em torno do futuro político de sua nação.

Retorno em meio à liderança de Delcy Rodríguez

O anúncio de retorno ocorre em um contexto em que a Venezuela está sob governo interino de Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar americana no início do ano. Rodríguez tem atuado como chefe de Estado e sido o principal responsável pela administração do país, apesar de Machado defender que sua presença é crucial para consolidar uma transição democrática.

No vídeo, Machado afirmou que volta para “garantir uma transição para a democracia ordenada, sustentável e irreversível” e pediu aos venezuelanos que se preparem para uma “nova e gigantesca vitória eleitoral”.

Desde o exterior, a líder oposicionista também destacou o papel de aliados internacionais no processo político, agradecendo o apoio e reforçando a importância de articular consensos internos antes de um eventual retorno ao país.

Críticas

Embora Machado tenha recebido o Nobel da Paz e exerça forte influência entre setores opositores, seu retorno ainda levanta dúvidas e resistência por parte do governo interino. Autoridades venezuelanas já sinalizaram que, se ela regressar, poderá enfrentar processos judiciais por posições políticas e controvérsias em torno de sua atuação internacional.

A expectativa agora se concentra no desenrolar desse retorno anunciado — incluindo como será a recepção popular e quais serão as repercussões políticas em um país que vive um momento delicado de reconfiguração institucional e de disputas pelo futuro democrático.

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