O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste domingo (4) que o governo norte-americano não pretende administrar a Venezuela, mas manter e reforçar o bloqueio ao setor de petróleo como forma de pressionar por mudanças políticas no país. A declaração ocorre um dia após o presidente Donald Trump afirmar que os EUA teriam um papel direto na condução do país sul-americano depois da captura do presidente Nicolás Maduro.
Em entrevista ao programa Face the Nation, da rede CBS, Rubio adotou um discurso mais cauteloso ao explicar que os Estados Unidos não atuarão no governo cotidiano da Venezuela. Segundo ele, a estratégia se limita à chamada “quarentena do petróleo”, que já vinha sendo aplicada a navios-tanque venezuelanos antes da prisão de Maduro.
De acordo com o secretário de Estado, a medida será usada como instrumento de pressão internacional. “É esse o tipo de controle a que o presidente se refere quando diz isso”, declarou Rubio, ao comentar a fala anterior de Trump sobre uma possível administração interina do país.
Pressão econômica como estratégia
Rubio afirmou que o objetivo do bloqueio é provocar mudanças estruturais.
“Nós mantemos essa quarentena e esperamos ver mudanças, não apenas na forma como a indústria do petróleo é administrada em benefício da população, mas também para que se interrompa o tráfico de drogas”, disse o secretário.
A declaração reforça que, apesar da captura de Maduro, os Estados Unidos pretendem atuar principalmente por meio de sanções econômicas e pressão diplomática, sem anunciar uma ocupação administrativa formal.
Reações internacionais
A prisão do presidente venezuelano gerou reações imediatas de países aliados. A Coreia do Norte classificou os ataques dos EUA como a “forma mais grave de violação de soberania” e afirmou que o episódio demonstra a “natureza desonesta e brutal” do governo americano.
Já a China pediu a libertação imediata de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e defendeu que a crise seja resolvida por meio do diálogo. Em comunicado, o governo chinês afirmou que a deportação do líder venezuelano viola normas do direito internacional e cobrou garantias de segurança ao casal.
Maduro detido nos EUA
Nicolás Maduro chegou a um centro de detenção em Nova York na noite de sábado (3), após ser capturado em Caracas durante uma operação conduzida por forças americanas. Antes disso, ele foi levado à sede da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), onde foi fichado.
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, informou que Maduro e a primeira-dama foram formalmente acusados por crimes como conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armas de uso restrito. O caso será julgado por um tribunal federal em No