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'Maior grupo criminoso do Hemisfério Ocidental': Trump mira PCC e Brasil

Nos últimos meses, Casa Branca publicou dois documentos demonstrando interesse em assegurar dominância militar nas Américas. Combate ao narcotráfico está no radar de Trump.

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  • Governo dos EUA classifica PCC como maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental.
  • PCC expandiu operações para Reino Unido, Turquia e Japão, tornando-se ameaça crescente aos EUA.
  • Estados Unidos reforça estratégia de combate ao crime organizado com foco na América Latina.
  • Novo documento destaca combate ao narcoterrorismo e possibilidade de ações militares contra organizações criminosas.
  • Estados Unidos também prioriza contenção da influência da China na América Latina e outras regiões.
Donald Trump | Foto: Reprodução/Instagram
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O governo dos Estados Unidos classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) como a "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental". A avaliação consta em um documento divulgado na quarta-feira (1º) pelo Departamento do Tesouro norte-americano.

Segundo o comunicado, a facção brasileira ampliou sua atuação nos últimos anos e passou a representar uma ameaça crescente também para os Estados Unidos.

Governo dos EUA aponta expansão internacional do PCC

No documento, o Departamento do Tesouro afirma que o PCC expandiu suas operações para diversos países, incluindo Reino Unido, Turquia e Japão. Além disso, o governo norte-americano sustenta que a organização criminosa representa uma ameaça real ao território dos EUA.

O PCC é hoje a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental e, nos últimos anos, expandiu suas operações globalmente, com presença significativa em países como Reino Unido, Turquia e Japão. Nos EUA, a facção representa uma ameaça criminal real e crescente, afirma o comunicado.

Estratégia dos EUA amplia foco na América Latina

A utilização da expressão "Hemisfério Ocidental" reforça a estratégia adotada pelo governo do presidente Donald Trump para ampliar sua atuação na América Latina. Em janeiro, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou a nova Estratégia Nacional de Defesa, que prevê fortalecer a influência militar e comercial norte-americana em toda a região, "do Ártico à América do Sul".

A estratégia afirma que os Estados Unidos pretendem cooperar com países do continente americano no combate ao crime organizado. Ao mesmo tempo, o documento ressalta que Washington poderá realizar ações militares sempre que considerar que seus interesses nacionais estejam ameaçados.

Quando apresentou a nova política, o governo utilizou como exemplo a operação que resultou na captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, acusado pelos EUA de comandar o Cartel de los Soles, organização classificada pelos norte-americanos como terrorista.

Combate ao narcoterrorismo é prioridade

Segundo o documento, os Estados Unidos adotarão a estratégia de "paz por meio da força", lema utilizado pelo governo Trump desde o início de seu segundo mandato. O combate ao chamado narcoterrorismo aparece como um dos principais pilares da nova política de segurança.

Os EUA também afirmam que se reservam o direito de realizar operações militares diretas contra organizações classificadas como narcoterroristas em qualquer parte das Américas. Além do enfrentamento ao crime organizado, a nova estratégia norte-americana prevê:

  • Combater a imigração ilegal;
  • Fortalecer aliados no combate aos cartéis de drogas latino-americanos;
  • Conter a influência da China na América Latina e em outras regiões do continente.
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