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Jornalista portuguesa é detida por autoridades israelenses durante cobertura na Cisjordânia

Profissional estava acompanhando a campanha de colheita de azeitonas em uma aldeia palestina. Outros 14 ativistas também foram detidos e estão sem contato com familiares e representantes.

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  • Jornalista portuguesa e 14 ativistas foram detidos por israelenses durante cobertura da colheita de azeitonas em Al-Lubban Al-Gharbi.
  • Ativista Frederico Carreiro denunciou repressão contra jornalistas e ativistas que acompanham a colheita de azeitonas na região.
  • Detenções fazem parte de uma série de ataques contra jornalistas, com mais de 400 incidentes registrados em menos de um mês.
  • Ministério português foi procurado para confirmar a detenção, mas ainda não respondeu até a publicação da reportagem.
  • Outros dois portugueses foram detidos e deportados em outubro por estar em área militar fechada, segundo autoridades israelenses.
A informação sobre a detenção já havia sido divulgada pela emissora SIC e confirmada à TSF pelo ativista. | Foto: REPRODUÇÃO
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Uma jornalista portuguesa e outros 14 ativistas foram detidos por autoridades israelenses nesta quinta-feira (29), durante a cobertura da campanha de colheita de azeitonas na aldeia de Al-Lubban Al-Gharbi, a noroeste de Ramallah, na Cisjordânia.

A informação foi divulgada pelo ativista Frederico Carreiro, que relatou o caso em um vídeo publicado nas redes sociais. Segundo ele, a jornalista estava identificada com capacete e colete de imprensa e apresentou suas credenciais profissionais aos militares, mas, mesmo assim, foi detida. De acordo com Carreiro, os detidos foram levados para um local não informado e, até o momento da publicação, não havia contato com eles.

Ativista denuncia repressão durante colheita de azeitonas

No vídeo, Frederico Carreiro afirmou que as detenções fazem parte de uma série de ações contra jornalistas e ativistas que acompanham a colheita de azeitonas na região. Segundo o ativista, mais de 400 ataques teriam sido registrados em menos de um mês durante a campanha. Ele também relatou que centenas de palestinos ficaram feridos e que ao menos uma pessoa morreu.

Carreiro declarou ainda que as ações têm como objetivo restringir o acesso da população palestina às próprias terras e intimidar quem acompanha a situação no território.

Ministério português foi procurado

A informação sobre a detenção já havia sido divulgada pela emissora SIC e confirmada à TSF pelo ativista. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal também foi procurado para confirmar o caso, mas ainda não havia apresentado resposta até a publicação da reportagem.

No início de outubro, outros dois portugueses foram detidos e deportados pelo Exército israelense. Eles integravam um grupo de cinco cidadãos portugueses que estava na região de Rantis, incluindo dois jornalistas. Na ocasião, as autoridades israelenses alegaram que os envolvidos estavam em uma área militar fechada.

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