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Irã volta a bloquear Estreito de Ormuz e acusa EUA de “pirataria marítima”

Teerã retoma controle rigoroso da passagem de navios e condiciona liberação ao fim do bloqueio naval americano

Vista aérea da ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz | Foto: REUTERS/Stringer/Nicolas Economou
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O Irã voltou a impor restrições à passagem de navios pelo Estreito de Ormuz e afirmou que a medida ocorre após “repetidas violações de confiança” por parte dos Estados Unidos no cessar-fogo entre os dois países.

Recuo após breve abertura

Na sexta-feira (17), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou nas redes sociais que o estreito estava aberto ao tráfego marítimo. Horas depois, porém, a mídia estatal confirmou a retomada do controle rigoroso da região pelas forças armadas.

Segundo o governo iraniano, qualquer navegação será considerada inválida caso o bloqueio naval imposto pelos EUA continue.

Arte da bandeira dos Estados Unidos junto da bandeira do Irã - Foto: Manoel Augusto Moreno/Getty Images 

Acusações contra os EUA

Um porta-voz militar iraniano acusou os Estados Unidos de promover “pirataria e roubo marítimo” ao manter o bloqueio de navios com origem ou destino em portos iranianos. A declaração foi divulgada pela agência semioficial Fars.

Mas, infelizmente, os americanos, com suas repetidas violações de confiança que fazem parte do seu histórico, continuam a se envolver em pirataria e roubo marítimo sob o chamado título de bloqueio.

Bloqueio e impasse diplomático

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o bloqueio naval seguirá em vigor até que um acordo completo seja firmado com Teerã.

As negociações entre os dois países seguem indefinidas após o fracasso de uma rodada de conversas realizada em Islamabad no último fim de semana. Ainda não há previsão de um novo encontro.

Tráfego parcialmente liberado

Apesar das restrições, o Irã informou que permitiu a passagem de “um número limitado” de petroleiros e navios comerciais.

Segundo o porta-voz militar, o controle do estreito permanecerá sob gestão rígida das forças armadas até que os EUA suspendam as medidas contra embarcações iranianas.

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