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Irã promete retaliação após morte de Khamenei, e Trump ameaça com força “nunca antes vista”

O líder do Irã morreu após ter o complexo onde estava bombardeado por ofensivas militares dos EUA e Israel

Conflito armado no Oriente Médio | Foto: REUTERS/THAIER AL-SUDANI
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Após a confirmação do assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, o governo iraniano anunciou retaliação direta contra os Estados Unidos e de Israel, elevando o risco de escalada militar no Oriente Médio.

Autoridades iranianas afirmaram que novas ofensivas poderão atingir bases norte-americanas na região e alvos israelenses. A declaração ocorre um dia após ataques com mísseis reivindicados por Teerã contra posições dos dois países.

Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que reagirá com “força nunca antes vista” caso o Irã amplie os ataques.

“É melhor que não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”, declarou o mandatário.

CRIAÇÃO DE CONSELHO E AMEAÇA DE ISRAEL 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também se pronunciou. Em discurso transmitido pela televisão, ele pediu que a população iraniana vá às ruas para “derrubar o regime” e afirmou que Israel atacará “milhares” de alvos nos próximos dias.

As autoridades iranianas anunciaram a criação de um Conselho de Liderança interino para governar o país até a definição do novo líder supremo. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, afirmou que o país não será “dobrado” pelos EUA e por Israel.

Hoje, nós os atingiremos com uma força que eles jamais experimentaram, publicou Larijani em rede social.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou as ações de Estados Unidos e Israel como violação do direito internacional e alertou para consequências globais.

ENTENDA OS CONFLITOS

A ofensiva ocorre em meio a impasses sobre o programa nuclear e balístico iraniano. Durante o primeiro mandato de Trump, os EUA deixaram o acordo nuclear firmado em 2015, na gestão de Barack Obama, que previa inspeções internacionais ao programa nuclear do Irã.

Washington e Tel Aviv acusam Teerã de buscar armas nucleares. O governo iraniano sustenta que o programa tem fins pacíficos e afirma estar aberto a inspeções internacionais. Israel, por sua vez, não confirma nem nega oficialmente possuir armamento nuclear e não é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

No início do segundo mandato, em 2025, Trump passou a exigir, além do desmantelamento do programa nuclear iraniano, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e do apoio a grupos como o Hamas e o Hezbollah.

O cenário indica agravamento do conflito, com potencial de repercussão regional e internacional.

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