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Irã diz ter atacado navios em Ormuz e amplia tensão com os EUA

Teerã afirma ter lançado mísseis contra bases americanas; EUA dizem ter interceptado ataques

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  • O Irã afirmou ter atacado quatro petroleiros no Estreito de Ormuz.
  • Os Estados Unidos disseram ter interceptado drones e mísseis iranianos e realizaram bombardeios contra instalações do país persa.
  • O Estreito de Ormuz é fundamental para o transporte global de energia, responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente.
  • Os novos confrontos ocorrem enquanto Estados Unidos e Irã mantêm negociações indiretas em busca de um acordo provisório.
Embarcações circulando pelo Estreito de Ormuz | Foto: REUTERS
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A crise no Oriente Médio ganhou um novo capítulo neste sábado (6), após o Irã afirmar que atacou quatro petroleiros no Estreito de Ormuz e lançou mísseis contra bases militares dos Estados Unidos na região. Em resposta, os norte-americanos disseram ter interceptado drones e mísseis iranianos e realizaram bombardeios contra instalações de vigilância costeira do país persa, ampliando a tensão em uma das áreas mais estratégicas para o comércio mundial de petróleo.

Ataques no Estreito de Ormuz

Em comunicado, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que os disparos foram direcionados a quatro petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz sem autorização das autoridades iranianas. O grupo também responsabilizou os Estados Unidos por eventuais consequências de um possível fechamento da rota marítima, considerada fundamental para o transporte global de energia.

O Estreito de Ormuz é uma das principais passagens marítimas do mundo e, antes do início do conflito, era responsável pela circulação de aproximadamente 20% do petróleo comercializado globalmente. A região tem sido alvo frequente de disputas militares desde o agravamento da guerra entre Irã, Estados Unidos e aliados.

Resposta dos Estados Unidos

Segundo informações divulgadas pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), forças americanas interceptaram diversos drones e mísseis lançados pelo Irã em direção a países do Golfo. Após as interceptações, militares norte-americanos atacaram instalações de radar e vigilância localizadas em Goruk e na Ilha de Qeshm, ambas posicionadas no Estreito de Ormuz.

Uma autoridade americana afirmou à agência Reuters que os drones iranianos tinham como alvo embarcações que transitavam pela região. Os ataques ocorreram horas depois de novas ameaças de Teerã sobre o controle da navegação na área.

Kuwait e Bahrein entram em alerta

A escalada também atingiu países vizinhos. No Kuwait, sistemas de defesa aérea interceptaram mísseis e drones, segundo a imprensa estatal. Já no Bahrein, sirenes de emergência foram acionadas e moradores receberam orientações para procurar abrigos por precaução.

O governo iraniano afirmou que bases militares americanas localizadas nos dois países foram atingidas por mísseis balísticos. No entanto, militares dos Estados Unidos informaram que seis projéteis foram interceptados e que outro não chegou ao alvo previsto.

Negociações seguem sob pressão

Os novos confrontos acontecem enquanto Estados Unidos e Irã mantêm negociações indiretas em busca de um acordo provisório para interromper a guerra iniciada há cerca de três meses. Apesar das conversas diplomáticas, os episódios militares têm dificultado avanços nas tratativas.

Entre as exigências apresentadas por Teerã estão o acesso a bilhões de dólares em receitas petrolíferas, a flexibilização das sanções econômicas impostas pelos EUA, o fim de restrições sobre portos iranianos e maior influência sobre o Estreito de Ormuz. Enquanto isso, a instabilidade na região continua gerando preocupação internacional sobre possíveis impactos no mercado global de energia e na segurança marítima.

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