- O porta-voz do Irã afirma que a proposta para encerrar a guerra com os EUA é "legítima e generosa".
- A proposta iraniana visa restabelecer a normalidade no estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo.
- O Irã exige a suspensão de bloqueios e ataques a seus interesses, liberação de bens congelados em bancos estrangeiros e fim das sanções que limitam a exportação de petróleo.
- A resposta iraniana foi rejeitada pelo ex-presidente Donald Trump, mantendo o cenário de tensão diplomática e militar na região.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira (11) que a proposta apresentada por Teerã para encerrar a guerra com os Estados Unidos e reabrir o estreito de Ormuz é “legítima e generosa”. Baghaei criticou o que chamou de “visões unilaterais e exigências descabidas” dos americanos nas negociações.
Em entrevista, o porta-voz reiterou que “a pirataria marítima contra navios iranianos, ações caracterizadas como bloqueio naval, deve ser interrompida”. Segundo ele, a proposta iraniana visa restabelecer a normalidade e evitar novas tensões na região.
Exigências do irã
O Irã também pediu a suspensão de todos os bloqueios e ataques direcionados a seus interesses, garantindo a liberdade de trânsito no estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo.
Baghaei destacou ainda a necessidade de liberação de bens iranianos congelados em bancos estrangeiros há anos devido à pressão dos EUA. Além disso, Teerã exige o fim das sanções que limitam a exportação de petróleo e restringem suas transações internacionais.
proposta dos EUA
A resposta iraniana, divulgada no domingo (10), surge dias depois de uma proposta americana voltada à retomada das negociações. O foco do Irã inclui o encerramento de hostilidades em todas as frentes, especialmente no Líbano, onde Israel, aliado dos EUA, enfrenta militantes do Hezbollah apoiados pelo país persa.
Poucas horas após a divulgação da resposta iraniana, o ex-presidente Donald Trump rejeitou publicamente a proposta por meio das redes sociais. Com isso, a ameaça às rotas marítimas estratégicas e às economias da região segue elevada, mantendo o cenário de tensão diplomática e militar.