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Irã ameaça retaliar bases militares dos EUA e Israel após ameaças de Trump

Declaração ocorre em meio a onda de protestos contra o regime iraniano e após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que os norte-americanos estão 'prontos para ajudar' manifestantes.

Donald Trump | Foto: Reprodução/Instagram/realdonaldtrump
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O Irã ameaçou neste domingo (11) retaliar contra Israel e bases militares dos Estados Unidos caso o país seja alvo de um bombardeio norte-americano.

“Sejamos claros: em caso de ataque ao Irã, os territórios ocupados [Israel], assim como todas as bases e navios dos EUA, serão nossos alvos legítimos”, afirmou o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, segundo a agência Reuters.

TENSÃO CRESCE EM MEIO A PROTESTOS INTERNOS

A declaração ocorre em um momento de forte instabilidade interna, marcado por protestos contra o regime do líder supremo aiatolá Ali Khamenei. A crise se intensificou após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que poderá intervir caso o governo iraniano reprima manifestantes pacíficos.

GOVERNO IRANIANO ACUSA EUA E ISRAEL

Também neste domingo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, acusou Estados Unidos e Israel de estarem “semeando caos e desordem” no país ao incentivar confrontos nas ruas. Ele pediu que a população se afaste do que chamou de “badernistas e terroristas”, ao mesmo tempo em que adotou um tom conciliador:

  • afirmou que o governo está disposto a “ouvir o povo”

  • prometeu buscar soluções para as questões econômicas

TRUMP FALA EM “LIBERDADE” PARA O IRÃ

No sábado, Donald Trump declarou que o Irã estaria “buscando a liberdade” e afirmou que os Estados Unidos estão prontos para ajudar. Ao mesmo tempo, segundo o jornal The New York Times, o presidente americano foi informado por assessores sobre opções de ataque militar contra o Irã, embora ainda não tenha tomado uma decisão.

PROTESTOS JÁ DEIXAM QUASE 200 MORTOS

A ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, informou que os protestos no país já deixaram ao menos 192 mortos. Mais cedo, o grupo HRANA havia divulgado um número menor: 116 vítimas. O chefe da polícia iraniana, Ahmad-Reza Radan, declarou que o nível de confronto se intensificou, enquanto a Guarda Revolucionária afirmou que a segurança nacional é inegociável.

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