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Invasão do Capitólio completa 5 anos: relembre o ataque à democracia dos EUA

Ato interrompeu certificação da vitória de Joe Biden e deixou mortos, feridos e centenas de presos

Insuflados pelo então presidente e candidato derrotado Donald Trump, apoiadores iniciam invasão ao Capitólio na sessão de 6 de janeiro de 2021 | Foto: Alex Edelman/AFP
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A invasão do Capitólio dos Estados Unidos completa cinco anos nesta terça-feira (6) e segue como um dos episódios mais graves da história recente do país. Em 6 de janeiro de 2021, apoiadores do então presidente Donald Trump invadiram o prédio do Congresso durante a sessão que certificava a vitória de Joe Biden nas eleições de 2020, interrompendo o rito democrático e forçando a retirada de parlamentares.

Na manhã daquele dia, Trump discursou para seus apoiadores no National Mall, em Washington, onde voltou a alegar, sem provas, que havia ocorrido fraude eleitoral. O então presidente também criticou publicamente o vice-presidente Mike Pence, que se recusava a rejeitar os votos do colégio eleitoral.

Após o discurso, milhares de pessoas marcharam até o Capitólio. A multidão rompeu barreiras de segurança, entrou no prédio, atacou policiais e ameaçou congressistas. Manifestantes chegaram a gritar palavras de ordem pedindo o enforcamento de Pence.

Insuflados pelo candidato derrotado Donald Trump, apoiadores invadiram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021 - Foto: SAUL LOEB/AFP 

Congresso interrompido

A invasão ocorreu durante a sessão conjunta do Congresso que confirmaria oficialmente a vitória de Joe Biden, etapa fundamental para a transição de governo. Deputados, senadores, jornalistas e assessores precisaram deixar o local às pressas.

A sessão só foi retomada na madrugada do dia 7 de janeiro, quando o Congresso concluiu a certificação do resultado eleitoral.

Mortes, feridos e destruição

Cinco pessoas, incluindo um policial, morreram durante ou logo após os confrontos. Mais de 140 agentes de segurança ficaram feridos, e o prédio sofreu danos estimados em milhões de dólares, com destruição de áreas históricas e obras de arte.

Imagens de câmeras de segurança mostraram invasores armados com barras de ferro, sprays químicos e outros objetos, enfrentando policiais dentro do prédio.

Investigações e acusações

O ataque levou à abertura de investigações no Congresso e no Departamento de Justiça. Um comitê especial concluiu que Trump instigou seus apoiadores e demorou horas para pedir publicamente o fim da violência, apesar de alertas de aliados e até de familiares.

Trump se declarou inocente das acusações federais, que apontam tentativa de impedir a certificação do resultado eleitoral e de fraudar o processo democrático. O ex-presidente afirma até hoje que as eleições foram fraudadas.

Policiais tentam conter apoiadores de Trump que se dirigiam ao Capitólio em janeiro de 2021 - Foto: Olivier Douliery/AFP 

Prisões e perdão presidencial

Até o fim de 2024, mais de 1.500 pessoas haviam sido acusadas por crimes relacionados à invasão. Cerca de 1.126 foram condenadas, muitas a penas de prisão. Líderes de grupos extremistas receberam algumas das maiores sentenças.

Em janeiro de 2025, no entanto, Donald Trump concedeu perdão presidencial à maioria dos envolvidos. A medida libertou presos e levou ao arquivamento de centenas de processos. Em janeiro de 2026, praticamente todos os participantes do ataque já não cumprem pena.

Símbolo histórico

Construído a partir de 1793, o Capitólio é considerado o principal símbolo do poder político dos EUA. Apesar de incêndios e reformas ao longo da história, nunca havia sofrido uma tentativa de interrupção da certificação dos votos presidenciais como a registrada em 6 de janeiro de 2021.

Cinco anos depois, a invasão segue como um marco na democracia americana, com impactos políticos, jurídicos e institucionais que ainda reverberam no país.


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