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Harvard acredita que a próxima Einstein está entre nós, e seu nome é Sabrina Gonzalez Pasterski

Aos 14 anos, ela concluiu a montagem de um avião. Pouco tempo depois, já habilitada, tornou-se capaz de pilotar a aeronave que construiu.

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  • Sabrina Pasterski nasceu em Chicago, EUA, em 1993, filha de imigrante cubana.
  • Ela construiu sua própria aeronave aos 14 anos e se destacou no MIT com desempenho acadêmico máximo.
  • Sabrina lidera pesquisas sobre holografia celestial e é considerada uma das fronteiras mais promissoras da ciência contemporânea.
  • Ela recebeu prêmios da NASA, Blue Origin e foi incluída na lista "30 Under 30" da revista Scientific American.
Sabrina Gonzalez Pasterski | Foto: Reprodução/ redes sociais
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A história da física teórica Sabrina Pasterski reúne talento, determinação e conquistas raras no universo científico. Nascida em Chicago, nos Estados Unidos, em 1993, filha de uma imigrante cubana, ela transformou ainda na infância a curiosidade pela ciência em uma carreira que a levou aos principais centros de pesquisa do mundo.

O interesse pela física surgiu cedo. Aos nove anos, após uma experiência em um voo, Sabrina passou a se interessar simultaneamente por aviação e pelos fenômenos que regem o universo. A curiosidade foi tão grande que ela decidiu construir sua própria aeronave.

O projeto, iniciado ainda na adolescência, consumiu cerca de dois anos de trabalho. Aos 14 anos, ela concluiu a montagem de um avião modelo Zenith CH 601 XL utilizando um kit especializado. Pouco tempo depois, já habilitada, tornou-se capaz de pilotar a aeronave que ela mesma construiu.

Apesar do feito incomum, o caminho até uma das universidades mais prestigiadas do planeta não foi imediato. Ao se candidatar ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Sabrina inicialmente ficou na lista de espera. A situação mudou quando professores da instituição assistiram aos vídeos que documentavam a construção do avião. Impressionados com o nível técnico do trabalho, defenderam sua admissão, que acabou sendo aprovada.

No MIT, a estudante rapidamente se destacou. Tornou-se a primeira mulher a receber a Bolsa Orloff de Física e concluiu a graduação em apenas três anos. Com desempenho acadêmico máximo, foi também a primeira mulher em duas décadas a liderar sua turma no curso de Física da instituição.

Após a graduação, recebeu convites para atuar em organizações de grande prestígio, incluindo a NASA e a empresa aeroespacial Blue Origin. Em vez de ingressar imediatamente no mercado, optou por aprofundar sua formação acadêmica e seguiu para o doutorado em Física Teórica na Universidade Harvard.

Durante o doutorado, concentrou suas pesquisas em questões fundamentais da física moderna. Seu trabalho explorou as relações entre gravidade, espaço-tempo e mecânica quântica, áreas que desafiam cientistas há décadas. Entre os temas investigados está o chamado “efeito de memória gravitacional”, fenômeno que busca identificar marcas deixadas por eventos cósmicos extremos na estrutura do espaço-tempo.

A relevância de suas pesquisas chamou atenção da comunidade científica internacional. Um dos reconhecimentos mais simbólicos ocorreu quando o renomado físico teórico Stephen Hawking citou estudos de Sabrina em uma publicação científica.

O destaque veio ainda cedo. Aos 19 anos, ela integrou a lista “30 Under 30” da revista Scientific American. Posteriormente, também foi incluída na tradicional seleção da revista Forbes voltada para jovens talentos da ciência.

Mesmo com a projeção internacional, Sabrina mantém um perfil discreto. Diferentemente de muitos pesquisadores contemporâneos, ela não possui presença ativa em redes sociais. Seu principal espaço público é um site pessoal, onde reúne informações sobre pesquisas, premiações e atividades acadêmicas.

A carreira continuou avançando. Após passagens por importantes instituições de pesquisa, incluindo o Centro de Ciências Teóricas de Princeton, ela ingressou no Instituto Perimeter de Física Teórica, no Canadá, considerado um dos mais importantes centros dedicados ao estudo da física fundamental.

Atualmente, Sabrina lidera iniciativas voltadas à chamada holografia celestial, uma área de pesquisa que busca aproximar a compreensão do espaço-tempo dos princípios da física quântica, considerada uma das fronteiras mais promissoras da ciência contemporânea.

Além da produção científica, ela também atua na promoção da educação em áreas STEM — sigla para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Participou de projetos voltados ao incentivo de meninas e minorias em carreiras científicas e colaborou com programas internacionais de acesso à educação.

Curiosidades sobre Sabrina Pasterski

  • Mesmo tendo sido inicialmente colocada na lista de espera do MIT, Sabrina recebeu posteriormente um prêmio da instituição voltado a estudantes ingressantes com trajetória excepcional.
  • Em sua apresentação pessoal, destaca habilidades que vão desde programação e design até fabricação e construção de aeronaves.
  • Já realizou palestras em algumas das universidades e centros de pesquisa mais renomados do mundo, entre eles Harvard, Princeton, MIT, UCLA e King’s College London.
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