- Governo dos EUA aplica sanções contra brasileiros e empresas por ligações com PCC.
- Medidas visam conter ameaça à segurança nacional e lavagem de dinheiro.
- Organização criminosa é definida como maior do Hemisfério Ocidental.
- Operação resultou na prisão de seis pessoas ligadas à rede internacional.
- Combate ao crime organizado é prioridade do governo Trump nos EUA.
O governo do presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) a aplicação de sanções econômicas contra dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma empresa portuguesa por supostas ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As medidas foram oficializadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
Esta é a primeira rodada de sanções anunciada pelo governo norte-americano contra pessoas e empresas que, segundo as autoridades dos EUA, mantêm vínculos com o PCC. A decisão ocorre após o governo Trump classificar, em junho, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais.
Governo dos EUA cita ameaça à segurança nacional
Em comunicado, o Departamento do Tesouro voltou a definir o PCC como a "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental". Segundo o governo norte-americano, a facção representa uma ameaça significativa à segurança nacional dos Estados Unidos e utiliza o sistema financeiro americano para lavagem de dinheiro.
De acordo com as autoridades dos EUA, Victor, Stella e as três empresas brasileiras citadas fariam parte de uma rede internacional de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A organização estaria sendo investigada no estado da Flórida.
Ainda segundo o comunicado, seis pessoas apontadas como integrantes da mesma rede foram presas em janeiro deste ano, durante uma operação realizada nos Estados Unidos.
Governo Trump reforça combate ao crime organizado
O subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira, Gene Lange, afirmou que o governo Trump está intensificando as ações para combater a atuação financeira da facção em território americano. Segundo ele, o objetivo é enfrentar a "crescente presença da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro dos EUA".