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Galeria histórica do Louvre reabre sem joias após megarroubo milionário em Paris

Espaço volta a receber visitantes nove meses depois do furto das Joias da Coroa Francesa; peças remanescentes serão transferidas para uma área de segurança reforçada.

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  • Galeria de Apolo do Louvre reabriu após nove meses de fechamento após roubo de joias da Coroa Francesa.
  • Joias roubadas foram levadas por criminosos em scooters, deixando o espaço sem suas peças históricas.
  • Peças não levadas serão transferidas para área de alta segurança dentro do museu reforçado.
  • Roubo em outubro de 2025 expôs falhas na segurança do Louvre, levando à demissão da diretora.
  • Reabertura simboliza recuperação do museu após um dos maiores roubos da história recente.
Museu do Louvre, em Paris. | Foto: REPRODUÇÃO
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A tradicional Galeria de Apolo, um dos espaços mais emblemáticos do Museu do Louvre, em Paris, reabriu ao público nesta quarta-feira (22), quase nove meses após um audacioso roubo que resultou no furto de joias da Coroa Francesa avaliadas em cerca de US$ 102 milhões (aproximadamente R$ 570 milhões, na cotação atual). Apesar da reabertura, os visitantes não encontrarão mais as históricas joias em exposição.

Segundo a direção do museu, as peças que não foram levadas pelos criminosos serão transferidas para uma nova área de alta segurança dentro do Louvre. A decisão foi tomada após o assalto expor falhas no sistema de proteção do museu mais visitado do mundo.

A Galeria de Apolo é considerada uma obra-prima da arquitetura e da decoração francesa do século XVII. Projetada pelo arquiteto Louis Le Vau e decorada pelo pintor Charles Le Brun, ela serviu de inspiração para a famosa Galeria dos Espelhos do Palácio de Versalhes. Com a retirada das vitrines de joias, o espaço volta a destacar principalmente seus afrescos, pinturas e detalhes ornamentais. 

 Roubo durou poucos minutos

O assalto ocorreu em outubro de 2025, quando criminosos utilizaram um elevador de mudanças para acessar uma janela da galeria durante o horário de funcionamento do museu. Em poucos minutos, eles quebraram as vitrines com ferramentas elétricas e fugiram em scooters levando diversas joias históricas pertencentes à antiga monarquia francesa. 

As investigações levaram à acusação de quatro suspeitos, mas a maior parte das peças roubadas continua desaparecida. A única joia recuperada foi a coroa da imperatriz Eugénia, encontrada danificada e atualmente em processo de restauração. 

Segurança reforçada

O roubo provocou uma ampla revisão dos protocolos de segurança do Louvre e intensificou as críticas à administração do museu. Após o episódio, a então diretora Laurence des Cars deixou o cargo, e a instituição passou a adotar medidas para reforçar a proteção do acervo e modernizar sua infraestrutura.

Durante a cerimônia de reabertura, autoridades francesas classificaram o retorno da Galeria de Apolo como um símbolo de recuperação após um dos maiores roubos da história recente do museu. Mesmo sem as joias que fizeram sua fama por mais de um século, o espaço volta a integrar o circuito de visitação destacando seu valor artístico e histórico.

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