Um petroleiro da Rússia que transportava óleo da Venezuela no Oceano Atlântico foi interceptado pelos EUA nesta quarta-feira (7/1). A informação foi confirmada pelo Comando Europeu dos EUA e pela rede estatal russa RT, que divulgou vídeo em que um helicóptero norte-americano voa ao redor da embarcação de bandeira russa, em águas internacionais.
“Por meio da Operação Southern Spear, o Departamento de Guerra mantém-se firme em sua missão de combater a atividade ilícita no Hemisfério Ocidental. Defenderemos nossa pátria e restauraremos a segurança e a força em todas as Américas”, diz o Comando norte-americano.
Segundo o jornal britânico The Guardian, o Exército dos EUA confirmou a apreensão de petroleiro de bandeira russa. “A embarcação foi apreendida no Atlântico Norte em cumprimento a um mandado expedido por um tribunal federal dos EUA, após ter sido rastreada pelo navio da Guarda Costeira dos EUA, o USCGC Munro”, afirmou o Comando Europeu dos EUA.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, comentou a ação: “O bloqueio ao petróleo venezuelano, tanto o autorizado quanto o ilícito, permanece em pleno vigor – em qualquer lugar do mundo,” disse em seu perfil no X. “Os Estados Unidos continuam a aplicar o bloqueio contra todos os navios da frota clandestina que transportam ilegalmente petróleo venezuelano para financiar atividades ilícitas, roubando o povo venezuelano. Somente o comércio de energia legítimo e legal — conforme determinado pelos EUA — será permitido.”
RÚSSIA REAGIU A APREENSÃO
O Ministério dos Transportes da Rússia se pronunciou, nesta quarta-feira (7/1), após a interceptação pelos Estados Unidos do navio com bandeira russa que carregava petróleo venezuelano. Em nota, o ministério disse que os norte-americanos violaram a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982.
“Nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registrados nas jurisdições de outros Estados,” afirmou em comunicado no Telegram.