- Cuba enfrenta novo apagão generalizado, afetando 10 milhões de pessoas, segundo a União Elétrica.
- Terceiro colapso da rede elétrica em 2026, com interrupções frequentes já sendo comum na ilha.
- Falta de combustível e infraestrutura envelhecida são citados como causas da crise energética.
- Sanções dos EUA e redução do petróleo venezuelano são apontados como fatores que agravam a situação.
- Equipes da UNE trabalham para restabelecer energia, mas novos apagões são previstos por especialistas.
Cuba voltou a enfrentar um apagão de grandes proporções nesta segunda-feira (6), deixando praticamente toda a população sem energia elétrica. De acordo com a União Elétrica de Cuba (UNE), aproximadamente 10 milhões de pessoas foram atingidas após o desligamento total do sistema nacional de energia.
Em publicação nas redes sociais, a estatal informou que as causas da falha ainda estão sendo investigadas. Este é o terceiro colapso completo da rede elétrica cubana somente em 2026. Antes mesmo do apagão, grande parte da população já convivia com interrupções frequentes no fornecimento de energia.
A falta de eletricidade compromete o funcionamento de hospitais, escolas, meios de transporte e diversos estabelecimentos comerciais. Padarias e pequenos negócios também enfrentam dificuldades, já que dependem quase totalmente da rede pública para operar. Com as altas temperaturas do verão no Caribe, muitos moradores também ficaram sem ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, o que dificulta o descanso e até mesmo a realização de atividades cotidianas.
Entenda a crise energética
Segundo o Ministério de Energia de Cuba, o novo apagão é consequência da combinação entre a infraestrutura envelhecida do sistema elétrico e a escassez de combustível. As usinas termoelétricas operam há anos com problemas constantes, enfrentando falta de peças para manutenção e dificuldades para manter a geração de energia.
O governo cubano também aponta como fatores para a crise a redução dos envios subsidiados de petróleo da Venezuela e as sanções impostas pelos Estados Unidos, que dificultam a aquisição de combustível no mercado internacional. Já Washington afirma que as medidas fazem parte de uma política de pressão sobre o governo cubano devido às relações da ilha com países como China, Rússia e Irã.
Enquanto isso, equipes da UNE trabalham para restabelecer a energia de forma gradual, priorizando os serviços considerados essenciais. No entanto, especialistas alertam que, diante da falta de combustível e das condições da rede elétrica, novos apagões podem voltar a ocorrer. A preocupação da população é que a interrupção desta segunda-feira se prolongue por mais de um dia, como já aconteceu em episódios anteriores neste ano.