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Coreia do Norte lança 2 mísseis em três horas; EUA descartam ameaça imediata

Disparos partiram da região de Wonsan e ocorreram em meio ao aumento das tensões com os EUA e países aliados

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  • Coreia do Norte lança dois mísseis balísticos em três horas, a partir de Wonsan.
  • Os mísseis percorreram 450 e 600 quilômetros, caindo no mar, segundo autoridades sul-coreanas.
  • Estados Unidos afirma que os testes não representam ameaça imediata ao território ou aliados.
  • Japão protesta contra lançamentos e afirma que eles ocorreram fora de sua Zona Econômica Exclusiva.
  • Coreia do Sul condena os testes e pede que Pyongyang interrompa os lançamentos de mísseis.
Imagem de míssel norte-coreano em televisão da Coreia do Sul em foto de 5 de janeiro de 2022 | Foto: Jung Yeon-je / AFP
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A Coreia do Norte lançou dois mísseis balísticos de curto alcance em um intervalo de cerca de três horas neste domingo (20), a partir da região de Wonsan, na costa leste do país. O primeiro projétil percorreu aproximadamente 450 quilômetros, enquanto o segundo voou mais de 600 quilômetros antes de cair no mar. Os lançamentos ocorreram em meio às tensões entre Pyongyang e os Estados Unidos, após exercícios militares conjuntos na região. O Comando do Pacífico dos EUA afirmou que, segundo as avaliações iniciais, os testes não representam uma ameaça imediata ao território americano ou de seus aliados.

Dois lançamentos em três horas

O primeiro lançamento foi detectado pelas Forças Armadas da Coreia do Sul por volta das 15h, no horário local. O míssil foi identificado como balístico e percorreu cerca de 450 quilômetros em direção ao Mar do Leste. Segundo a avaliação sul-coreana, o projétil pode pertencer à série Hwasong-11.

Cerca de três horas depois, por volta das 17h50, um segundo míssil de curto alcance foi lançado da mesma região. O artefato percorreu mais de 600 quilômetros. As informações foram acompanhadas pelas autoridades sul-coreanas e japonesas.Publicação oficial do 'U.S. Pacific Command' no X (antigo Twitter), em tradução automática. — Foto: Reprodução Redes/@USPACOM

Os dois projéteis caíram no mar. O Japão informou que os lançamentos monitorados ocorreram fora de sua Zona Econômica Exclusiva (ZEE). O governo japonês também apresentou um protesto contra Pyongyang por meio de canais diplomáticos em Pequim.

EUA dizem não haver ameaça imediata

O Comando do Pacífico dos Estados Unidos (USINDOPACOM) informou que acompanha os lançamentos em conjunto com os países aliados.

Em comunicado, a autoridade militar americana afirmou que os testes, de acordo com as avaliações realizadas até o momento, não representam uma ameaça imediata a militares ou ao território dos EUA nem aos países aliados.

Já o Conselho de Segurança Nacional da Coreia do Sul condenou os lançamentos e pediu que a Coreia do Norte interrompa os testes de mísseis. Seul afirmou que os disparos violam resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, também criticou a ação. Segundo ele, a sequência de lançamentos representa uma ameaça à segurança do Japão, da região e da comunidade internacional.

Publicação oficial do 'U.S. Pacific Command' no X (antigo Twitter), em tradução automática. — Foto: Reprodução Redes/@USPACOM

Tensão após exercícios militares

Os lançamentos acontecem poucos dias depois de a Coreia do Norte criticar exercícios militares liderados pelos Estados Unidos e realizados com a participação de países aliados.

Entre as atividades citadas está o exercício Pacific Vanguard, que reuniu forças dos EUA, Coreia do Sul, Japão, Austrália, Nova Zelândia e Canadá nas proximidades de Guam. A atividade ocorreu entre 29 de agosto e 10 de setembro.

Na sexta-feira (18), Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, responsabilizou os exercícios militares liderados pelos EUA pelo aumento das tensões na península e afirmou que Pyongyang manterá o caminho de fortalecimento de seu arsenal nuclear.

Programa nuclear

No sábado (19), a Coreia do Norte também rejeitou uma resolução da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) relacionada ao seu programa nuclear.

O novo episódio de lançamentos ocorre após outro teste realizado em 12 de setembro e amplia a sequência recente de demonstrações militares de Pyongyang. 

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