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Conselho de Segurança da ONU inicia reunião de emergência sobre captura de Maduro

Sessão foi convocada pela Venezuela após ataque dos EUA; Brasil deve se manifestar

Membros do Conselho de Segurança da ONU participam de reunião após o ataque contra um hospital pediátrico na Ucrânia | Foto: Angela Weiss/AFP
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O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) iniciou nesta segunda-feira (6) uma reunião de emergência para discutir a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e o ataque militar dos Estados Unidos em território da Venezuela, ocorrido no sábado. A sessão foi solicitada oficialmente pelo governo venezuelano, que classificou a ação como uma violação da soberania nacional.

Veja o vídeo do Momento do ataque:

Pedido da Venezuela e alerta internacional

A reunião ocorre em meio a questionamentos de diversos países sobre a legalidade da operação americana à luz do direito internacional. O episódio gerou preocupação inclusive entre aliados históricos de Washington, diante do temor de que a ação represente um precedente para a violação da soberania de Estados nacionais. Esta é a primeira sessão do Conselho de Segurança em 2026, sob a presidência da Somália.

Na abertura do encontro, foi lida uma declaração do secretário-geral da ONU, António Guterres, apresentada pela subsecretária-geral para Assuntos Políticos, Rosemary DiCarlo. No texto, Guterres cobrou respeito aos princípios que regem as relações internacionais.

“Em situações tão confusas e complexas como a que enfrentamos agora, é importante mantermos a fidelidade aos princípios: respeitar a Carta da ONU e todos os outros marcos aplicáveis para salvaguardar a paz e a segurança”diz o comunicado.
“Respeito aos princípios da soberania, da independência política e da integridade territorial dos Estados. A proibição da ameaça ou do uso da força. O poder da lei deve prevalecer”, acrescentou.

Brasil deve pedir a palavra

Embora não seja membro do Conselho de Segurança, o Brasil pretende se pronunciar durante a sessão. Segundo interlocutores diplomáticos, o país deve reforçar a posição já manifestada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que condenou publicamente a ofensiva dos Estados Unidos. A fala brasileira será feita pelo embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese.

Além do Brasil, países como Chile, Colômbia, México e Uruguai também rejeitaram qualquer tentativa de controle externo sobre a Venezuela. China e Rússia, que mantêm laços estratégicos com Caracas, condenaram rapidamente a operação americana. A União Europeia pediu “calma e moderação” às partes envolvidas.

Maduro será apresentado à Justiça dos EUA

A reunião da ONU ocorre a poucos metros do tribunal federal de Nova York, onde Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, devem ser apresentados ainda nesta segunda-feira. Eles serão formalmente informados das acusações e deverão se declarar culpados ou inocentes. A expectativa é de que a Justiça determine que ambos aguardem o julgamento sob custódia.

Nicolás Maduro é levado para audiência de custódia, no Tribunal Federal de Nova York — Foto: Vincent Alban/The New York Times 

Maduro governava a Venezuela desde 2013, após a morte de Hugo Chávez, e concentrava o poder em um núcleo restrito do chavismo, formado por aliados próximos e membros da família. Com sua captura, o cenário político no país permanece incerto e segue no centro das discussões internacionais.


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