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Ataques a instalações de petróleo no Golfo elevam preço do barril no mercado internacional

Barril de Brent do Mar do Norte volta a superar os 100 dólares após escalada do conflito no Oriente Médio e ataques a infraestruturas energéticas na região

Irã ataca instalações de petróleo no Golfo e provoca aumento dos preços | Foto: Reprodução/ Fadel Mahdan / AFP
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O Irã lançou nesta quinta-feira (12) uma nova onda de ataques contra infraestruturas petrolíferas em países do Golfo, provocando uma nova alta nos preços do petróleo bruto no mercado internacional. A escalada ocorre mesmo após o anúncio de uma liberação histórica de reservas estratégicas por grandes potências para tentar conter a instabilidade.

Com o aumento das tensões no Oriente Médio, o barril de Brent do Mar do Norte voltou a superar a marca de 100 dólares na manhã desta quinta-feira.

O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando Israel e os Estados Unidos realizaram bombardeios contra o Irã. Desde então, os confrontos ganharam dimensão regional e passaram a ameaçar o abastecimento global de petróleo, sobretudo após a paralisação do tráfego no estratégico Estreito de Ormuz.

A passagem marítima é considerada vital para o comércio energético mundial, já que cerca de 20% da produção global de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) passa pela região.

Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026 | Foto: REUTERS/Stringer 

Países liberam reservas estratégicas para conter crise

Em meio à escalada do conflito, os 32 países integrantes da Agência Internacional de Energia (AIE), entre eles os Estados Unidos, anunciaram na quarta-feira (11) a liberação de um volume recorde de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas.

A medida tem como objetivo reduzir as preocupações com o abastecimento global e conter a disparada dos preços.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, informou que cerca de 172 milhões de barris começarão a ser disponibilizados ao mercado a partir da próxima semana.

Apesar da iniciativa, os ataques recentes e os danos às infraestruturas petrolíferas têm mantido a pressão sobre o mercado internacional.

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