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Argentina enfrenta greve geral contra reforma trabalhista de Milei que promete repreensão

Em resposta às manifestações esperadas para os arredores do Congresso, o governo Milei determinou que a imprensa siga 'medidas de segurança'; ondas de protestos devem acontecer em todo o país

Mulheres em protesto contra a reforma trabalhista na Argentina | Foto: REUTERS/Cristina Sille
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A Confederação Geral do Trabalho (CGT) estabeleceu greve geral às 00h desta quinta (19) contra a reforma trabalhista que avança na Argentina, segundo a agência Associated Press. Além disso, é esperado que uma onda de protestos aconteça no país em desfavor ao andamento do projeto. 

O novo plano econômico do presidente argentino, Javier Milei, passa a ser discutido nesta quinta-feira pela Câmara dos Deputados. O texto já havia sido aprovado pelo Senado na semana passada. A expectativa do governo é que a votação aconteça em 25 de fevereiro e seja aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Legislativo.

MILEI MANDA RECADO À IMPRENSA

Presidente argentino, Javier Milei - Foto: Luis Robaio/AFP

Como resposta à greve geral e a possibilidade de protestos, o líder argentino determinou que a imprensa  siga "medidas de segurança" e advertiu para situações de "risco" nos protestos esperados para os próximos dias.

Com o objetivo de reduzir situações de risco, recomenda-se (à imprensa) evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o efetivo das forças de segurança destacado para a operação, disse o Ministério da Segurança da Argentina, em um comunicado.

Além disso, o comunicado afirma que os meios de comunicação terão uma "zona exclusiva" nas ruas laterais da praça em frente ao Parlamento.

ONDA DE PROTESTOS NA ARGENTINA

Na semana passada milhares de argentinos foram às ruas protestar após o texto ser aprovado pelo Senado. As manifestações terminaram com confrontos com a polícia e ao menos 30 pessoas detidas.

ENTENDA A REFORMA

A Reforma Trabalhista de Javier Milei é um dos grandes pontos de tensão na política argentina. O texto reúne mudanças estruturais voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao emprego e ao investimento no país. O projeto flexibiliza contratos de trabalho, modifica regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites em greves.

O governo argumenta que o dispositivo prevê a redução de custos trabalhistas e estimula a formalização do emprego em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade. 

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