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Após anos de negociação, acordo entre Mercosul e UE é firmado e Lula é citado como peça-chave

Acordo prevê livre comércio e reduções tarifárias para Brasil e Europa, mas exige ratificação parlamentar.

Acordo Mercosul-UE é assinado em Assunção após 25 anos | Foto: Reprodução
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O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia foi assinado neste sábado, 17 de janeiro, em Assunção, no Paraguai, após mais de 25 anos de negociações entre os dois blocos. A cerimônia reuniu chefes de Estado e autoridades da América do Sul e da Europa, marcando um avanço histórico nas relações comerciais entre as regiões.

Durante o evento, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, atribuiu a conclusão do tratado à atuação do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo sem a presença dele na solenidade. Segundo Peña, a mediação conduzida pelo líder brasileiro ao longo do processo foi decisiva para viabilizar o acordo.

Participaram da assinatura os presidentes do Paraguai, Argentina, Uruguai, Bolívia e Panamá, além do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira. Pela União Europeia, estiveram presentes a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

Em seus discursos, António Costa ressaltou o cenário internacional e a importância da cooperação entre os blocos. Já Ursula von der Leyen destacou a defesa do comércio baseado em regras e a redução de barreiras tarifárias. Durante a cerimônia, presidentes sul-americanos também manifestaram solidariedade ao povo venezuelano após a prisão de Nicolás Maduro.

Apesar da assinatura, o acordo ainda não entra em vigor. O texto passará por análise e ratificação nos parlamentos nacionais dos países do Mercosul e da União Europeia, etapa que pode resultar em ajustes no formato final do tratado.

O pacto prevê a criação de uma ampla zona de livre comércio, com reduções tarifárias graduais que podem ocorrer de forma imediata ou ao longo de até 15 anos, a depender do setor. O texto abrange cerca de 91 por cento das importações brasileiras provenientes da União Europeia e 95 por cento das exportações do Brasil ao bloco europeu.

Para o Brasil, estão previstas reduções de tarifas sobre produtos importados como vinhos, azeites, queijos, medicamentos, veículos e insumos agrícolas. O acordo também amplia o acesso de produtos brasileiros, especialmente do agronegócio e da indústria de calçados, ao mercado europeu.

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