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Após 16 anos no poder, Viktor Orbán enfrenta eleição decisiva na Hungria

Pesquisas apontam que Viktor Orbán pode ser derrotado após 16 anos no poder. EUA declararam apoio ao premiê, enquanto Rússia acusa União Europeia de favorecer a oposição.

Eleição na Hungria acontece neste domingo (12) | Foto: REUTERS
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A população da Hungria irá decidir neste domingo (12) os rumos do governo do país. A decisão pode encerrar o ciclo de 16 anos de poder de Viktor Orbán em meio a disputa com um ex-aliado e apoio de líderes mundiais.

QUEM É VIKTOR ORBÁN

O atual líder da Hungria governa o país há 16 anos sendo um dos principais nomes da ala da extrema direita. Ele ascendeu ao poder ainda em 1988 e liderou o país por quatro anos. Em 2010, Viktor retorna ao poder e se mantém até os dias de hoje.

É reconhecido por uma liderança mais linha dura, com limitações na liberdade de expressão e das camadas minoritárias do país.

 O partido do primeiro-ministro tem maioria no Parlamento, mas pesquisas eleitorais apontam que ele pode ser amplamente derrotado nas urnas por Péter Magyar que ganhou espaço na disputa após a economia estagnar e a elite ligada ao governo ganhar destaque. 

APOIO DE TRUMP E PUTIN

Apesar do cenário um tanto desanimador, Orbán conta com o apoio forte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e também do líder da Rússia, Vladimir Putin.

Inclusive, Trump tem influenciado na campanha de Orbán. Em fevereiro, os dois líderes se encontraram na Casa Branca e Donald chegou a publicar nas redes sociais a seguinte mensagem:  "Viktor Orbán é um verdadeiro amigo, lutador e vencedor, e tem meu apoio total e irrestrito para a reeleição."

E A OPOSIÇÃO? QUAIS AS CHANCES REAIS?

Péter Magyar é líder do partido de centro-direita Respeito e Liberdade, o Tisza. De acordo com ele, a principal fonte de inspiração no início da carreira foi Orbán. A ruptura entre os dois veio após Péter acusar o governo de corrupção e mudar de partido.  

Magyar defende a reaproximação do país com a União Europeia e aliados ocidentais, o que vai contra tudo que Orbán defende. Ao mesmo tempo, ele busca apoio conservador ao defender a manutenção das políticas de combate à imigração ilegal.

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