SEÇÕES

Acusado de obrigar esposa a manter relações sexuais com 120 homens na Suécia pode pegar 10 anos de prisão

Os crimes teriam ocorrido entre agosto de 2022 e outubro de 2025.

Ver Resumo
  • Homem de 62 anos é acusado de explorar prostituição da esposa.
  • Promotora pede condenação a dez anos de prisão por lenocínio qualificado.
  • Casos ocorreram entre agosto de 2022 e outubro de 2025, em Härnösand, Suécia.
  • Defesa nega todas as acusações e julgamento deve ser encerrado nesta terça-feira (26).
O caso aconteceu na Suécia | Foto: Unsplash/Cartist
Siga-nos no

Uma promotora da Suécia pediu, nesta segunda-feira (25), a condenação de um homem de 62 anos a dez anos de prisão. Ele é acusado de obrigar a própria esposa a manter relações sexuais mediante pagamento com cerca de 120 homens.

O caso está sendo julgado em Härnösand, no norte do país, e grande parte das audiências ocorreu a portas fechadas. O suspeito está preso desde o dia 10 de abril.

Segundo a promotora Ida Annerstedt, o homem deve responder por lenocínio qualificado, crime relacionado à exploração da prostituição para obtenção de lucro.

Solicitei que o réu seja condenado por lenocínio (exploração da prostituição alheia para lucro) qualificado. Tanto por ter facilitado esses atos quanto por ter obtido um benefício econômico com eles

Ela destacou ainda que os crimes ocorreram de forma extensa e causaram graves impactos à vítima.

“Os fatos tiveram grande dimensão, geraram altos lucros e representaram uma exploração cruel da denunciante”, completou.

As investigações apontam que o acusado criava anúncios na internet, organizava os encontros e pressionava a mulher a realizar atos sexuais on-line para atrair clientes.

Na Suécia, a legislação não criminaliza a venda de serviços sexuais, mas pune quem paga por eles ou facilita a prática.

De acordo com a denúncia, a vítima vivia em situação de vulnerabilidade. Além da acusação de lenocínio qualificado, o homem também responde por oito casos de estupro.

A advogada da vítima pediu uma indenização de 1,1 milhão de coroas suecas, valor equivalente a cerca de R$ 580 mil.

Ele a tratou como um cartão bancário e a vendeu como se fosse uma mercadoria.

Os crimes teriam ocorrido entre agosto de 2022 e outubro de 2025.

A defesa do acusado afirma que ele nega todas as acusações. O julgamento deve ser encerrado nesta terça-feira (26), com a apresentação das alegações finais dos advogados.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também