SEÇÕES

‘Traidores e falsos patriotas’: diz trecho da nota do governo Lula após decisão dos EUA sobre CV e PCC

Sem citar nomes, o comunicado menciona “traidores” e “falsos patriotas”, acusando-os de buscar apoio estrangeiro para interferir em questões relacionadas à segurança pública brasileira

Ver Resumo
  • O governo federal criticou a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas.
  • A medida é considerada uma interferência em assuntos internos do Brasil, segundo o Palácio do Planalto.
  • Integrantes da família Bolsonaro estiveram nos EUA e participaram de reuniões com Donald Trump dias antes do anúncio americano.
  • O governo brasileiro argumenta que as atividades do PCC e CV estão ligadas ao tráfico de drogas e armas, sem motivações ideológicas ou políticas.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Siga-nos no

O governo federal criticou, nesta sexta-feira (29), a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em nota oficial, o Palácio do Planalto afirmou que a medida representa uma interferência em assuntos internos do Brasil e fez duras críticas a pessoas que, segundo o governo, teriam incentivado a iniciativa junto às autoridades norte-americanas.

Sem citar nomes, o comunicado menciona “traidores” e “falsos patriotas”, acusando-os de buscar apoio estrangeiro para interferir em questões relacionadas à segurança pública brasileira. A manifestação ocorre após a divulgação da nova classificação adotada pelo governo dos Estados Unidos.

reuniões

Nos bastidores, a reação é interpretada como uma referência à atuação política de integrantes da família Bolsonaro. Dias antes do anúncio americano, os parlamentares Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro estiveram nos Estados Unidos e participaram de reuniões com o presidente Donald Trump.

No posicionamento, o governo brasileiro argumenta que as atividades do PCC e do CV estão ligadas principalmente ao tráfico de drogas, armas e outros crimes com finalidade econômica, sem relação com motivações ideológicas, religiosas ou políticas tradicionalmente associadas ao terrorismo internacional.

O Planalto também demonstrou preocupação com possíveis consequências da decisão americana. Segundo a nota, a nova classificação pode afetar a cooperação internacional no combate ao crime organizado e abrir espaço para medidas que atinjam setores da economia brasileira, incluindo o sistema financeiro e o PIX.

Ao final do comunicado, o governo reforçou que rejeita qualquer tentativa de interferência externa em assuntos internos do país e reiterou a defesa da soberania nacional.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também