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Google amplia serviços de IA na saúde com MedGemma 1.5 e MedASR

Novos modelos ampliam capacidades em exames médicos, prontuários eletrônicos e ditados clínicos, em meio à rápida adoção de inteligência artificial no setor

Google | Foto: Reprodução
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O Google anunciou o lançamento do MedGemma 1.5 e do MedASR, ampliando o programa Health AI Developer Foundations e reforçando sua estratégia de disponibilizar bases abertas para o desenvolvimento de soluções médicas com inteligência artificial (IA).

O movimento ocorre em um momento de forte aceleração da adoção de IA na saúde e poucos dias após concorrentes apresentarem ferramentas voltadas especificamente para ambientes clínicos, intensificando a competição em um mercado que cresce acima da média da economia.

Avanços em exames de imagem 

O MedGemma 1.5 é um modelo multimodal com 4 bilhões de parâmetros, projetado para interpretar diferentes tipos de exames médicos. A nova versão oferece suporte aprimorado para tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas em três dimensões, lâminas de histopatologia e análises comparativas de raios-X de tórax ao longo do tempo.

Segundo benchmarks internos divulgados pela empresa, a precisão na classificação de tomografias subiu de 58% para 61%. Já a identificação de achados patológicos em ressonâncias magnéticas registrou avanço de 14 pontos percentuais, alcançando 65% de acerto.

Desempenho ampliado em prontuários e textos clínicos

Além das imagens, o MedGemma 1.5 apresentou ganhos consistentes em tarefas baseadas em texto médico. No EHRQA, benchmark voltado para perguntas e respostas sobre prontuários eletrônicos, a precisão evoluiu de 68% para 90%.

Na extração de informações de laudos laboratoriais, a métrica macro F1 avançou de 60% para 78%, indicando maior capacidade de compreender e estruturar dados clínicos complexos, um ponto considerado estratégico para fluxos hospitalares e sistemas de apoio à decisão.

Reconhecimento de fala com menos erros

O segundo lançamento, o MedASR, é um modelo especializado em reconhecimento de fala clínica. Em testes com ditados de raios-X de tórax, ele apresentou taxa de erro de 5,2%, contra 12,5% do Whisper large-v3, da OpenAI, o que representa 58% menos falhas de transcrição.

Em tarefas mais amplas de ditado médico, a diferença foi ainda mais expressiva. O MedASR reduziu erros em 82%, mantendo taxa de 5,2%, enquanto o modelo comparado registrou 28,2%. O desempenho pode impactar diretamente a rotina médica, ao reduzir retrabalho e tempo gasto com documentação.

Saúde acelera adoção de IA

De acordo com dados citados pelo Google, o setor de saúde adota IA a uma velocidade 2,2 vezes maior que a média da economia. Sistemas de saúde lideram a implementação, com taxa de 27%, seguidos por prestadores ambulatoriais (18%) e operadoras (14%).

A empresa também destacou que as versões anteriores do MedGemma, lançadas em 2025, já acumulam milhões de downloads e centenas de variações criadas pela comunidade na plataforma Hugging Face. O Google reforça, no entanto, que os modelos não são ferramentas de diagnóstico prontas, mas pontos de partida para adaptações conforme fluxos clínicos e exigências regulatórias.

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