A queda nos preços dos medicamentos à base de semaglutida também pode abrir espaço para a oferta pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) emitiu parecer desfavorável à incorporação dos princípios ativos semaglutida e liraglutida, utilizados no tratamento da Obesidade e do Diabetes tipo 2.
Entre os motivos apontados estava o alto impacto orçamentário, estimado em mais de R$ 8 bilhões, valor que representa quase o dobro do orçamento do Farmácia Popular do Brasil em 2025.
Ministério da Saúde pede prioridade no registro de medicamentos
Em nota, o Ministério da Saúde do Brasil informou que solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prioridade no registro de medicamentos que contenham os princípios ativos semaglutida e liraglutida, destinados ao tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.
Segundo a pasta, a entrada de novos medicamentos genéricos no mercado deve aumentar a concorrência e reduzir significativamente os preços.
Estudos citados pelo ministério indicam que a presença de genéricos costuma provocar queda média de cerca de 30% nos preços, fator considerado determinante para avaliar uma futura incorporação desses medicamentos ao SUS.