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Estados Unidos considera novas sanções contra Moraes por ações no Maranhão, segundo jornal

Moraes já havia sido atingido, em 2025, por medidas baseadas na Lei Magnitsky.

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  • Estados Unidos reavalia sanções contra ministro Alexandre de Moraes por decisões recentes no STF.
  • Medidas baseadas na Lei Magnitsky foram suspensas após aproximação entre Trump e Lula.
  • Moraes autorizou operação contra jornalista que investigou uso irregular de veículos oficiais.
  • Ex-secretário do Maranhão foi alvo de mandados de busca e apreensão pelo ministro.
  • Fontes do governo Trump alertam que ações de Moraes podem ameaçar liberdade de imprensa.
Alexandre de Moraes | Foto: Fellipe Sampaio/STF
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O governo dos Estados Unidos voltou a avaliar a possibilidade de impor novas sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada pelo jornal britânico Financial Times e estaria relacionada a decisões recentes do magistrado envolvendo um jornalista e um ex-secretário do Maranhão.

Moraes já havia sido atingido, em 2025, por medidas baseadas na Lei Magnitsky, mecanismo utilizado pelos EUA para punir pessoas acusadas de violações de direitos humanos ou corrupção. Na ocasião, integrantes de sua família e o escritório de advocacia ligado à sua esposa também sofreram restrições financeiras em razão das decisões do ministro no processo que investigou a tentativa de golpe e terminou com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Posteriormente, as medidas foram suspensas em meio à reaproximação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o Financial Times, porém, o cenário teria mudado após decisões recentes tomadas por Moraes.

Entre os episódios citados está uma operação autorizada pelo ministro contra o jornalista Luís Pablo, que publicou reportagens sobre suposto uso irregular de veículos oficiais envolvendo o ministro Flávio Dino e familiares no Maranhão.

Moraes também autorizou, ao longo da semana, o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Estado do Maranhão.

Segundo fontes do governo Trump ouvidas pelo jornal sob condição de anonimato, as recentes medidas adotadas pelo ministro levantaram preocupações entre autoridades norte-americanas. Na avaliação desses integrantes, as ações podem representar uma ameaça à liberdade de imprensa.

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