- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a comercialização do lote LZ1 da água mineral Crystal por contaminação com Pseudomonas aeruginosa.
- A bactéria é encontrada naturalmente no solo, na água e em ambientes úmidos, mas pode causar infecções graves em pessoas com sistema imunológico enfraquecido.
- O lote LZ1 da Crystal foi identificado como contaminado durante análises laboratoriais de rotina realizadas pela Anvisa.
- A suspensão é semelhante à medida adotada em abril para produtos da marca Ypê, que também apresentaram a bactéria Pseudomonas aeruginosa.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu nesta quarta-feira (3) a comercialização do lote LZ1 da água mineral Crystal após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em análises laboratoriais de rotina. O micro-organismo é o mesmo que motivou o recolhimento de produtos da marca Ypê em abril deste ano e, embora geralmente não represente riscos para pessoas saudáveis, pode provocar infecções graves em grupos mais vulneráveis. A bactéria é encontrada naturalmente no solo, na água e em ambientes úmidos. Segundo informações do Manual MSD, ela também pode estar presente no corpo humano sem causar sintomas. Os maiores riscos envolvem pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, como pacientes em tratamento contra o câncer, diabéticos, portadores de fibrose cística, transplantados e pessoas hospitalizadas. A Pseudomonas aeruginosa pode atingir diferentes partes do corpo. Entre os locais mais afetados estão os pulmões, pele, sangue, olhos, ouvidos, ossos, articulações, trato urinário e válvulas cardíacas. A contaminação pode ocorrer por meio do contato com água contaminada, feridas abertas ou pelo uso de dispositivos médicos, como cateteres, ventiladores mecânicos e tubos respiratórios. Em ambientes hospitalares, a bactéria é considerada uma das principais causas de infecções associadas à assistência médica. Os sintomas dependem da região afetada e da condição de saúde do paciente. Em casos mais leves, podem surgir coceira, irritação na pele, dor e secreções. Já em situações mais graves, a bactéria pode causar infecções pulmonares, urinárias e até atingir a corrente sanguínea. Quando a infecção chega ao sangue, existe risco de desenvolvimento de choque infeccioso, uma condição grave que exige atendimento médico imediato. Em pacientes internados e que utilizam respiradores mecânicos, a bactéria também está associada a casos de pneumonia hospitalar. Outro fator que preocupa especialistas é que algumas cepas da Pseudomonas aeruginosa apresentam resistência a determinados antibióticos, o que pode dificultar o tratamento. Por esse motivo, a identificação rápida da bactéria e o acompanhamento médico são considerados fundamentais para evitar complicações. Segundo especialistas, apesar de ser um micro-organismo comum no ambiente, a bactéria exige atenção quando encontrada em produtos destinados ao consumo humano, especialmente porque pode representar riscos para pessoas mais vulneráveis. A suspensão determinada pela Anvisa envolve apenas o lote LZ1 da água mineral Crystal. A medida foi adotada após análises detectarem a presença da bactéria durante procedimentos de monitoramento realizados pela agência. O caso ocorre pouco mais de um mês após a identificação do mesmo micro-organismo em produtos da marca Ypê, que também tiveram a comercialização suspensa. A agência segue acompanhando a situação e orienta os consumidores a verificarem os lotes dos produtos antes do consumo.Como a bactéria age no organismo
Sintomas variam de leves a graves
Bactéria pode resistir a tratamentos
Caso Crystal